A importância dos micronutrientes na produção de plantas cítricas

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Para ter um bom desenvolvimento, as plantas necessitam de macronutrientes e micronutrientes, que são os “alimentos” fornecidos pelo solo de maneira química, a partir da decomposição de material orgânico e/ou fornecimento de adubos minerais.

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O que são os macro e micronutrientes?

Os macronutrientes são aqueles que as plantas precisam em maior quantidade, ou seja, precisam ser fornecidos em grandes concentrações. São eles: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), magnésio (Mg), enxofre (S), cálcio (Ca).

Já os micronutrientes são aqueles requeridos pelas plantas em menores quantidades, mas ainda assim são fundamentais para o perfeito desenvolvimento do vegetal: boro (B), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo), zinco (Zn), cloro (Cl).

O cultivo de plantas cítricas e a adubação

A adubação pode ser um fator determinante para o sucesso de um pomar ou de uma lavoura. Adubar é fornecer para as plantas os nutrientes que são essenciais para que elas cresçam e completem seu ciclo de desenvolvimento, ou seja, consigam produzir flores, frutos e sementes para a perpetuação da espécie.

Por isso, quando se pensa em uma adubação adequada, devemos considerar diversos fatores, como tipo de solo e suas propriedades químicas, que podem interferir na tomada de decisão do melhor manejo para adubação, e isso impacta diretamente no ambiente em que a raiz irá se desenvolver e absorver os elementos minerais.

Análise foliar em citros

A análise de micronutrientes em plantas cítricas pode ser realizada a partir de amostras da própria planta, um tipo de análise foliar. Essa é uma importante ferramenta para a avaliação do estado nutricional.

É necessário retirar amostras das terceiras e quartas folhas dos ramos frutíferos, com seis meses de idade e tendo o fruto diâmetro máximo de quatro cm. 

Além disso, para que essa análise seja homogênea, recomenda-se amostrar entre 10 e 15 árvores distribuídas aleatoriamente, coletando entre oito a 16 folhas por árvore, nos períodos de janeiro a março, nos quatro quadrantes da copa (norte, sul, leste e oeste).

As folhas coletadas devem ser enviadas para laboratórios que realizem análises químicas para quantificar os teores totais de macro e micronutrientes.

Qual o valor adequado dos micronutrientes nas plantas?

Os micronutrientes realmente são encontrados nas plantas em quantidades MUITO pequenas. O molibdênio, por exemplo, tem sua faixa ótima nas folhas determinada entre 0,1 mg por quilo de matéria seca a 1mg/Kg. Dentre os micronutrientes, o ferro é o mais requerido, com valores ótimos entre 50 mg/kg a 120 mg/Kg. 

No entanto, mesmo que em pouca quantidade, esses nutrientes desempenham papéis fundamentais para que a planta alcance todo seu potencial produtivo.

Conheça ainda mais sobre quatro micronutrientes:

  • Cobre (Cu): está diretamente relacionado com a fotossíntese e respiração da planta, produção de proteínas e também com a etapa de frutificação, viabilizando o pólen. 
  • Boro (B): Ao fazer a fotossíntese, a planta produz carboidratos. Esses carboidratos precisam ser redistribuídos para as outras partes da planta e essa função compete ao B, além de ser importante para a estrutura celular. Este elemento, em quantidades adequadas, aumenta a produtividade por planta, rendimento do suco e vitamina C.
  • Zinco (Zn): este elemento está ligado ao crescimento da planta e também ao aumento do número e tamanho de frutos, além de ser um elemento estrutural para enzimas que auxiliam a planta a superar estresses.
  • Manganês (Mn): relacionado diretamente com a fotossíntese, o Mn é responsável também pelo uso eficiente do nitrogênio pela planta, metabolismo de proteínas e ativação de enzimas que operam para o pleno funcionamento do vegetal. 

E como fazemos para dar nutrientes às plantas cítricas?

A aplicação dos nutrientes via pulverização foliar é a forma mais utilizada hoje na citricultura, pois além de serem entregues em pequenas quantidades, esses elementos químicos ficam muito retidos ao solo, o que torna a absorção da raiz menos eficiente, pela redução da disponibilidade deles.

O período mais adequado para as aplicações está entre os meses das estações de primavera/verão, nos principais fluxos vegetativos. Nesse período, as folhas ainda são jovens e têm menor resistência à penetração dos nutrientes aplicados sobre elas.

Por: Descascando a Ciência

Fonte: Elevagro