Agronegócio: Dificuldades enfrentadas no país

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Cabe ter presente na mente o mapa do Brasil, que tem dimensões continentais com 8.516.000 km2 e tem uma vasta e extensa costa marítima, além de uma grande quantidade de rios profundos e largos.

Cumpre lembrar também que JK em seus Planos e Metas introduziu no país a indústria automobilística, carros, caminhões, etc.

Governos não muito distantes começaram a se desfazer de ferrovias e pararam de construi-las. As hidrovias não foram impulsionadas. Os portos junto ao oceano Atlântico são poucos e insuficientes. A vinculação com o oceano Pacífico é praticamente inexistente.

Aa distâncias entre os imóveis rurais produtores agrícolas são longínquos. Evidentemente que os custos do transporte são caros e demorados, pesando também a questão dos pedágios.

A UBAU se solidariza com a ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio, que não cansa de pontuar os gargalos do agronegócio representados, simbolicamente, nos itens: 1. escoamento da produção; 2. condições de transporte; 3. custos excessivos (tributação); 4. legislação defasada. Acresce a tudo isso a questão da armazenagem. A ABAG reivindica uma “ revolução da logística “ e investimentos de infraestrutura de transporte e carga. Reivindica, também, privatizações e concessões de rodovias, ferrovias e hidrovias, além dos portos. Existe, também, a questão de estradas e acessos vicinais.

Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Arquivo / Secom

Isto acontece tanto em áreas de grande propriedade agrária, quanto nas médias e pequenas propriedades rurais.

Nas áreas de médias e pequenas propriedades agrárias é comum surgir o problema de estrada vicinal. A instalação de um aviário, de uma pocilga de suínos e ou criação e exploração de gado leiteiro, necessitam de estradas vicinais para escoamento de seu produto agrícola. Os advogados agraristas tratam de toda a problemática jurídico-agrária e inclusive de questões fundiárias, embora tratadas pela Comissão Nacional de Assuntos Fundiários da UBAU.

No entanto, o agrarismo se contemplará com a implantação da logística de transporte menos oneroso e gravoso em atendimento ao princípio da competitividade comercial.

Podemos dizer que a falta de estrutura talvez, seja o resumo perfeito de todos os gargalos existentes na logística do agronegócio. Além de mais caro, este modelo logístico demanda mais tempo e mais riscos para os agricultores e que acaba dificultando que a produção seja comercializada adequadamente. Concluindo podemos dizer que a logística consome grande parte da margem de lucro das empresas agropecuárias, uma vez que é por meio dela que se dá o escoamento da produção.

Nota 1. Os pioneiros do agronegócio no Brasil são Ney Bittencourt Araújo, Ivan Wedekin, ex-ministro do MAPA Roberto Rodrigues e Odacir Klein (FECOTRIGO) entre outros.

Nota 2. Os sócios da ABAG são empresários do agronegócio que tratam do “antes” do “dentro” e do “fora ou depois” da porteira. Podem participar também empresas multinacionais.

Prof. Darcy Walmor Zibetti. Doutor em Direito pela Universidad Del Museo Social Argentino – UMSA. Procurador Federal inativo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA. Membro da União Mundial dos Agraristas Universitários – UMAU. Membro da Academia Brasileira de Letras Agrárias – ABLA. Presidente da União Brasileira dos Agraristas Universitários – UBAU (www.ubau.org.br). Professor de Direito Agrário no Instituto Universal de Marketing em Agribusiness – I-UMA. Colaborado do Portal DireitoAgrário.com (www.direitoagrario.com).

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