Agronegócio: Veja Resultados Aprovados Com Aplicação De Treinamentos Comportamentais

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A Dificuldade Atual De Relacionamento E A Comunicação Assertiva Com Produtores E Colaboradores No Agronegócio

RESUMO:

Discorrer-se-á neste artigo sobre o relacionamento interpessoal, enfaticamente no agronegócio. No mundo ideal as pessoas amam-se incondicionalmente, contudo no mundo real, nem sempre é assim. Enquanto se vive a batalha do ideal versus real, é necessário aprender a conviver com as diferenças, pois todas as relações envolvem pessoas. Por isso, é importante a comunicação interpessoal e o relacionamento nas propriedades rurais, empresas e sucessão familiar no agronegócio, no qual há grandes dificuldades nos relacionamentos. Baseado em fatos reais, observados em atendimentos presenciais, será explanada sobre a importância de desenvolver e treinar; líderes, gestores, colaboradores e famílias que atuam no agronegócio.

INTRODUÇÃO

Todo ser humano precisa se alimentar, amar, comunicar, proteger e gozar a vida com liberdade, porém, sem extrapolar os seus limites. Adquirem-se novos comportamentos, conforme a etapa da vida que se está atravessando. A palavra conduta verbal, assume, na sociedade humana, lugar extraordinariamente importante, no qual estudos apresentam a comunicação como verbal e não verbal.

E o produtor rural está cada vez mais conectado às mídias digitais e sociais, inovações tecnológicas e plataformas, contudo, é notável o distanciamento interpessoal, ou seja, a cada dia apresentam-se novas dificuldades de relacionamento, em que ter uma comunicação assertiva é cada vez mais difícil. Situação recorrente são as pessoas ouvirem sobre os maiores variados fatos, porém sem escutá-los efetivamente pois não é dada a devida importância as informações que tem sido transmitidas.

Estes comportamentos geram resultados frustrados, perdas financeiras, físicas, emocionais, dificuldades nos relacionamentos, crises de ansiedade, depressão, brigas, demissões sem justa causa, insônia, tomada de decisões precipitadas, entre outros. Baseado nestas situações, importante direcionar a pesquisa e análise os conhecimentos, capacidades e competências relacionados ao Comportamento Humano no Agronegócio, pois as dificuldades de relacionamento ultrapassam gerações, sendo vivenciadas pelas famílias de produtores, desde a tenra infância e alcançado a idade adulta, muitas vezes com problemas majorados pela falta de comunicação interpessoal.

Muitas são as mudanças e transformações no agronegócio, por isso imprescindível treinar e desenvolver produtores, líderes, colaboradores, profissionais, filhos em sucessão familiar, e parceiros com atuação no agronegócio, de forma apresentar a eles a Inteligência Emocional e Comportamental.

Portanto sabendo que agronegócio é feito por pessoas, e que pessoas se comunicam e se relacionam, a base de tudo está em uma comunicação assertiva.

Para melhor compreensão do tema, primeiramente será tratado sobre a relação entre gestão e comunicação, assim como os problemas ocasionados pela má comunicação no ambiente organizacional. Em seguida, a análise será sobre a inteligência emocional e sua relação com a boa gestão.

Posteriormente será abordado sobre os principais desafios do agronegócio, apresentando uma analogia entre o sistema de irrigação e a comunicação interna nas propriedades rurais.

Em continuidade serão trazidos estudos de caso práticos, baseado em vivências profissionais da autora, quando do atendimento de famílias que atuam no agronegócio, alcançando assim resultados que serão apresentados por fim, e que reiteram a necessidade de melhoria na comunicação entre as pessoas para o desenvolvimento e aumento na lucratividade gerada pelos produtores rurais.

Na presente pesquisa, utilizou-se do método indutivo, partindo de casos particulares que envolvem as famílias de produtores no agronegócio, buscando alcançar soluções aos casos concretos como um todo, a pesquisa contou com revisão bibliográfica em livros e meios digitais que tratam sobre o tema, assim como o método casuístico, por meio da averiguação de casos práticos vivenciados na profissão da autora deste artigo.

Gestão de pessoas é um conjunto de estratégia que visa o desenvolvimento do capital humano nas organizações. Assim a gestão de pessoas envolve atrair e manter, bons profissionais em atividades como: seleção de funcionários, programa de treinamento, desenvolvimento do capital humano.

Estudos realizados demostram que 70% (setenta por cento) do sucesso de qualquer negócio, está intimamente ligado à maneira como as pessoas encaram o desafio que desempenham dentro do negócio.[1]

A falta de comunicação eficaz nas fazendas, nas empresas, em família com processo de sucessão familiar, entre outros, é um problema crítico que muitas vezes não ganha a devida atenção dos gestores ou líderes. Muitos gestores das propriedades rurais e empresas no agronegócio, assumem que seus comunicados são assimilados por todos os colaboradores rapidamente, passando por toda cadeia hierárquica da empresa ou fazenda sem barreiras.

Porém, a realidade está bem distante disto. Na prática, ao descer a pirâmide de cargos da organização, menos satisfeitos os colaboradores estão com a quantidade de informação recebidas.

Sobre a comunicação, tem-se a escrita e a verbal, sendo que: “7% da comunicação seria atribuída ao componente verbal (seu significado), 38% ao componente vocal (no caso específico, o tom da voz) e 55% ao componente facial (expressão facial)”, de forma que ao somar “38+55 resulta a linguagem corporal mágica proposta de alguns que a comunicação não verbal é responsável por 93% de toda a comunicação”.[2]

O (efeito irrigação) e vários outros problemas causados por uma comunicação interna ineficiente, se traduz em perdas financeiras, emocionais e nos relacionamentos interpessoais, com produtor rural, famílias e para as empresas no agronegócio.

Observa-se que há um ciclo que tende a gerar resultados mais satisfatórios para as empresas, o qual é composto de uma sequência composta por um colaborador engajado, que realiza uma boa comunicação interna e assim ocasionar bons lucros e resultados.

Gráfico 01: Ciclo gerador de bons resultados.

Fonte: CNMAU | UBAU.org A COMISSÃO NACIONAL DAS MULHERES AGRARISTAS DA U.B.A.U

Foi dividido em três partes os assuntos e dificuldades abordadas e apresentadas pelos líderes, gestores, produtores e familiares no setor do agronegócio, sendo elas: comunicação interna, lucro e resultado e colaborador engajado.

Um estudo feito pelo Centro de Progresso Americano em 10 de maio 2019, tratou de falhas de comunicação, constando que o custo de perder um funcionário e substituí-lo varia de 16% a até 216% do salário anual do colaborador,dependendo do cargo que ele ocupa. Por sinal, um custo muito elevado. Além dos custos do desligamento, também há os custos de contratação, treinamento, perda de produtividade e engajamento, erros do novo colaborador, que afetam negativamente o engajamento e a conduta dos colaboradores, e vários outros fatores intangíveis que geram despesas para a fazenda, empresa.[3]

Habilidade básicas do processo de comunicação, são dados abordados pelo psicólogo Daniel Golemam, no qual ele menciona serem fundamentais: ser bom ouvinte; escutar sem julgamentos, críticas ou acusações; não agir ou reagir com carga emocional; filtrar os pontos principais da comunicação; tomar notas – não confiar na memória; evitar distrações durante diálogos; fazer perguntas para melhor compreensão do assunto tratado; interpretar a linguagem do corpo – corpo fala; atentar-se ao tom de voz e empatia.[4]

Portanto, a comunicação está eminentemente relacionada à gestão, de modo que ausência de diálogo ou a má comunicação gera os mais variados prejuízos a todas as pessoas envolvidas no processo organizacional. Nesse sentido, importante ater-se à inteligência emocional no momento de atuar na gestão de atividades, o que será abordado na sequência.

2 INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Pode ser definida como a capacidade mental de raciocina, planejar, resolver problemas, abstrair e compreender ideias e linguagens e aprender. Uma segunda definição de inteligência vem de “Mainstream Science on Intelligence”, que foi assinada por 52 pesquisadores em inteligência, ciência convencional em inteligência, publicado originalmente no Wall Street Journal, em 13 dezembro 1994, este texto foi publicado pelo site Wikipedia Republished:

[…] uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, uma habilidade estritamente acadêmica ou um talento para sair-se bem em provas. Ao contrário disso, o conceito refere-se a uma capacidade mais ampla e mais profunda de compreensão do mundo à sua volta – ´pegar no ar´, ´pegar no sentido das coisas´ ou ´perceber´, Herrnstein and Murray: “…habilidade cognitiva.” Sternberg and Salter: ‘…comportamento adaptativo orientado a met Saulo Vallory:” […] habilidade de intencionalmente reorganizar informações para inferir novos conhecimentos.[5]

Está relacionada à capacidade conhecer e aprender sobre o novo, racionando em busca de mudar a realidade, e planejando e desenvolvendo habilidades por meio do talento. Os cientistas John D. Mayer, Peter Salovey e David Caruso relatam sobre Inteligência Emocional como a:

1 – percepção emoções – capacidade de identificar e perceber sentimentos por estímulos através da voz, da expressão fácil; 2 – uso das emoções – empregar as informações emocionais par facilitar o pensamento e o raciocínio; 3 – entender as emoções; é a habilidade de captar variações emocionais nem sempre evidentes; 4 – controle (e transformação) da emoção, o aspecto mais habitualmente identificado da inteligência emocional – aptidão para lidar com esse sentimento.[6]

A inteligência emocional está relacionada à ponderação e controle das emoções, de forma a não agir extintivamente, e sim buscar solução de forma inteligente, controlando as emoções afloradas.

Já Daniel Goleman, psicológico PhD Harvard, diz que a inteligência emocional é a “capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e dos outros, de motivar a nós mesmos e de gerenciar bem as emoções dentro de nós e em nossos relacionamentos”.[7]

Assim sendo, a inteligência emocional busca reconhecer os sentimentos próprios e de outrem, como meio de resolver conflitos, o que é de grande valia no meio de gestão e organização empresarial, sendo fundamental também no seio familiar do agronegócio, no qual a inteligência emocional pode melhorar exponencialmente os resultados obtidos pelos produtores rurais, gerando maiores lucros e desenvolvimento da propriedade.

3 GESTÃO NO AGRONEGÓCIO E SEUS PRINCIPAIS DESAFIOS

A gestão de pessoas é um dos principais gargalos do processo de profissionalização do agronegócio. O Brasil é um país de dimensões continentais, com um território adaptado aos mais variados tipos de cultura e cultivos.

Sendo assim, vocação agrícola diversificada exige não apenas evolução tecnológica no campo, como também o desenvolvimento profissional e o maior aprimoramento para lidar com as inovações no meio rural.

A importância da gestão de pessoas no agronegócio é equivalente a quase 25% do produto interno bruto (PIB) brasileiro e 42% das exportações. Com o crescimento do setor no agronegócio, é preciso investir em uma boa gestão de pessoas para aumentar ainda mais o desempenho do negócio.[8]

Antes de mais nada, o gestor ou profissional de uma propriedade rural, precisa entender que nos dias atuais, há necessidade e importância que a formação e conhecimento técnicos e interpessoal são fundamentais para os colaboradores, onde também líderes e gestores precisam saber gerir, entender pessoas. A maioria dos gestores no meio rural, ou seja, liderança do agronegócio, pertence a uma geração acostumada com módulo de gestão mais hierárquica e autoritária.

Uma vez que a propriedade tinha poucos funcionários, os equipamentos eram de fácil uso e entendimento pelos colaboradores, e a fazenda mais acessível e familiar. O gestor rural precisa nos dias atuais saber lidar com pessoas de gerações diferentes, cultura, necessidades, distintas, maturidades profissionais variadas.

Segundo Pesquisa Isma Brasil (International Stress Management Association), 72% (setenta e dois por cento) das pessoas estão insatisfeitas com o trabalho, sendo que “a insatisfação em 89% dos casos tem a ver com reconhecimento, em 78% com excesso de tarefas e em 63% com problemas de relacionamento”.[9]

Funcionários engajados elevam em 20% a rentabilidade da empresa, segundo pesquisa realizada pela consultoria Gallup em 2017, funcionários altamente engajados aumentam à satisfação do cliente, além disso apresentam desempenho 147% melhor – mas a taxa destes funcionários é de apenas 13%, segundo a pesquisa colaboradores sem perspectiva de crescimento e sem feedbacks para pontuar as possíveis correções e direcionar seu trabalho têm maiores possibilidades de se sentirem desmotivado.[10]

Portanto os principais desafios do agronegócio são: 1) Encontrar e reter profissionais qualificados e com capacidade para exercer sua função, uma das principais dificuldades no campo e encontrar talentos capazes e interessados em permanecer no agronegócio; 2) treinar e desenvolver pessoas; 3) capacitar os profissionais rurais para lidar com novas tecnologias implantadas no campo, no relacionamento interpessoal, na comunicação e a motivação dos colaboradores. Na verdade, a maior perda para qualquer negócio é ter pessoas com pouco conhecimento e baixa performance atuando em seus times; 4) criar estratégias de gestão (assim considerando a produtividade, a eficiência e o custo por meio de ferramentas tecnológicas, planejamento) e 5) comunicação e relacionamento entre gestores e colaboradores.

Um estudo feito pelo Project Management Instituto Brasil (PMI) constatou que em 76% das empresas, o principal motivo de seus projetos fracassarem, são as falhas na comunicação.[11]

Má comunicação de gestores com seus colaboradores no agronegócio é uma das principais causas de dificuldade de relacionamento, fofoca; contratação errada para função ou cargo, nas lavouras, pecuária e até mesmo empresas que estão relacionadas no setor do agronegócio.

4 ANALOGIA ENTRE O SISTEMA DE IRRIGAÇÃO E A COMUNICAÇÃO INTERNA NAS PROPRIEDADES RURAIS

O que o sistema de irrigação tem em comum com a comunicação interna nas propriedades rurais, famílias e empresas e seus colaboradores. Pode parecer uma comparação inusitada em um primeiro momento, mas há uma relação entre os dois, de forma que esta analogia faz todo o sentido para a realidade de grandes empresas e propriedades rurais.

Em um sistema de irrigação, seja em um jardim ou uma plantação, tem-se uma fonte de água que é bombeada para os canos ou mangueiras através de um motor, e então distribuída para o plantio. Nestes sistemas, quanto mais próxima do bombeamento de água a plantação estiver, mais água ela receberá e, portanto, as que estão mais distantes irão obter menos água.

Isto acontece pois, a água vai perdendo a pressão dentro da tubulação, conforme maiores distâncias devido a um fenômeno conhecido na mecânica dos fluidos como perdas de cargas distribuídas. E o que a comunicação interna nas propriedades, empresas e famílias no agronegócio tem a ver com isto?

A analogia apresentada é a seguinte: a água seria equivalente às informações importantes que a propriedade, empresa e famílias querem transmitir entre eles, e entre seus colaboradores; as equipes de comunicação interna das propriedades, empreses e famílias, têm o mesmo papel dos motores que bombeiam a água para os canos; a tubulação do sistema de irrigação são os canais de comunicação disponíveis para entregar as informações e finalmente, a plantação que são os colaboradores.

Quanto mais longe o colaborador estiver da fonte da informação (gestores, líderes) menor é a chance de receber esta informação. Há várias barreiras dentro de uma propriedade rural ou empresa que dificultam a distribuição adequada de informações aos colaboradores como: estrutura, tecnologia, fator humano (esta que tem mais se agravado), ou seja, líderes e gestores não repassam as informações.

Por isso, a necessidade de se trabalhar com afinco na comunicação interpessoal no ambiente organizacional das empresas, enfaticamente no meio rural. E como meio de melhor analisar, buscando soluções à realidade, na sequência serão apresentados estudos de caso.

5 ESTUDOS DE CASO

A autora é produtora rural e atualmente atua como Treinadora Comportamental e Desenvolvimento Humano no Agronegócio, e ao analisar a evolução a cada dia em novas tecnologias, novos maquinários, geração aguçada de navegação pela internet, bolsas de valores, dólar, velocidade de informações constante, sem falar na inovação de produtos para meio rural, tudo em prol de um agronegócio cada vez mais moderno. Isso é bom claro, entretanto, para lidar com todos esses benefícios se faz necessário a participação de “pessoas.”

O novo desafio está justamente neste ponto, no de lidar, gerir, comunicação e entender pessoas. Pessoas essas que estão na rotina, no cotidiano do dia a dia nas propriedades rurais entre gestores, líderes e colaboradores, nos relacionamentos com empresas, nas multinacionais, com a dificuldade de entender e utilizar maquinários e novas tecnologia, enfim, para que esta máquina funcione, se faz necessário estar todos alinhados, cada engrenagem exercendo sua função.

Baseando-se em sua vivência prática e análise dos atendimentos, assim como a experiência de pertencer à família de produtores rurais, optou por aplicar os conhecimentos profissionais no setor do agronegócio, sendo estes casos práticos, fruto dos atendimentos profissionais no setor do agro, o qual por meio de perguntas assertivas, encontrou as situações que causam maiores problemas, observando as dores e queixas relacionadas com cliente ou produtor dentro e fora da propriedade rural, ou até mesmo com os conflitos familiares.

A cada conversa com os produtores, líderes, gestores, familiares e colaboradores, as queixas eram as seguintes: dificuldade de relacionamento entre gestores e colaboradores,dificuldade na comunicação assertiva: fofoca, reclamação, julgamento, falta de respeito, falta de responsabilidade e comprometimento do colaborador, profissionais sem capacidade profissional, perda na produção, quebra de maquinários desnecessários, colaboradores com ânimos abalados, físico e emocional, colaboradores desmotivados, gestores e líderes com ausência ou dificuldade na comunicação, resultados frustrados na produção, perdas na produção, turnover (alta rotatividade de pessoal) nas propriedades rurais e dificuldade de relacionamento com os sucessores.

Portanto, importante é o treinamento comportamental, o qual foi realizado por esta autora em média em 70 (setenta) propriedades e empresas rurais, fazendas com processo de sucessão familiar, e empresas prestadoras de serviço rural. Foram realizados: treinamento individual, treinamento em equipe, palestras e workshop com líderes, gestores, colaboradores, profissionais e familiares.

Os treinamentos tiveram tempo de duração de 2, 4, 8 ou 16 horas em cada processo realizado, com palestras de duração de 2:30 horas, sessões semanais, quinzenais e periodicamente para manutenção, com duração 3 à 8 meses de duração. As ferramentas, técnicas ou métodos usados em cada sessão, fazem parte de alguns autores relacionados na bibliografia, e outros através de cursos realizados pela autora por escolas, e instituições responsáveis pelos dados apresentados neste artigo.

As técnicas aplicadas no Treinamento Comportamental no setor agronegócio, são as seguintes: coaching integral sistêmico, perfil comportamental,[12] técnicas de inteligência emocional, PNL (neurolinguística), técnicas de comunicação verbal e não verbal, RPG – Reeducação Postural Gobal, linguagem corporal e mindfulness (atenção plena).

Ressalta-se que todas as ferramentas ou técnicas aplicadas em cada sessão do Treinamento Comportamental, possuem comprovação científica e foram aplicadas seguindo todos as normativas exigidas.

6 RESULTADOS

Os resultados obtidos após trabalho realizado foram: comunicação assertiva, melhor relacionamento interpessoal e intrapessoal, ambiente de trabalho harmonioso, capacidade de entender o (s) outro (s), autoestima, diminuição do nível stress, organização nos setores, obtiveram ainda resultados satisfatórios em relação ao lucro, diminuição de gastos extras, melhora nos conflitos internos entre os colaboradores, e de forma geral, todos começaram a ser mais autor responsáveis, pois os produtores entenderam a importância de desenvolver a capacidade de liderar e ter gestão sobre a fazenda, produção e sobre os resultados alcançados.

Com isso, houve também processo de transformação no comportamento dos gestores e líderes nas fazendas e empresas, em que perceberam a importância do diálogo e comunicação entre filhos e família na sucessão familiar, de forma geral todos que foram atendidos e participaram do processo de desenvolvimento, entenderam que todos são diferentes em seus perfis, e que possuem comportamentos, sentimentos crenças, hábitos, percepção e atitudes diferentes uns dos outros, o que torna cada ser humano único e com as habilidades também diferenciadas.

Foi relatado pelos gestores e líderes, a importância do autoconhecimento, desenvolvimento humano, do conhecimento sobre relacionamento interpessoal, perfil comportamental, gestão das emoções, entre outras colocações. Os colaboradores entenderam a importância de adquirir conhecimento, e se capacitar, pois se está vivendo e passando por uma transformação intelectual, estrutural, tecnológica e emocional dentro do cotidiano no agronegócio, e principalmente, que todos e cada um é responsável por suas escolhas, atitudes e decisões na história da vida.

Gráfico 02: Resultados do treinamento comportamental:

Fonte: CNMAU | UBAU.org A COMISSÃO NACIONAL DAS MULHERES AGRARISTAS DA U.B.A.U

Ao analisar o gráfico acima, observa-se que houve diminuição de conflito com melhoria de 50%, melhorando o relacionamento de forma interna e externa; tour over com diminuição de 75%, esta diminuição se deu pela comunicação assertiva e na escolha certa do perfil para cada setor relacionado.

Houve melhorias nos gastos desnecessários no importe de 30%, pois na maioria das empresas, fazendas atendidas, eram uma situação a ser trabalhada com uma mudança organizacional e funcionalidade de cada setor, além da auto estima; com os treinamentos aplicados, houve melhor comunicação interna e externa com cada pessoa, e com a empresa de forma geral, pois as pessoas começaram a apresentar maior realização e desenvolvimento pessoal, ao entenderem o perfil de cada um, entendendo que, todos são diferentes em sua essência. Nesta ocasião ainda também puderam trabalhar suas crenças, podendo aflorar e desenvolver sua autoestima.

Outro ponto de grande valor foi o diálogo; segundo líderes, colaboradores, familiares e colaboradores, com os exercícios aplicados nas sessões, com conhecimento adquirido, e com a clareza sobre como cérebro funciona, eles notaram a dificuldade entre si, e resolveram trabalhar o diálogo, pois perceberam que se faz necessário para evitar e solucionar possíveis conflitos ou até mesmo falta de comunicação.

A comunicação é a base de todo processo de relacionamento, ou seja, é a base de tudo, segundo todas as pessoas atendidas, trabalhar a comunicação fez toda diferença, sendo esta comunicação intrapessoal e interpessoal. E o relacionamento, no qual o nível de satisfação em relação ao relacionamento foi surpreendente, pois ao entender como cada um se comporta, fica mais acessível o relacionamento entre todos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em conclusão nota-se a importância do “Treinamento Comportamental” de inteligência emocional, no qual a pessoa é treinada e desenvolve seu autoconhecimento. As pessoas que participaram do processo, puderam perceber, a importância do “autoconhecimento”, em que cada um teve a oportunidade, o entendimento e discernimento de saber como funciona o corpo físico, as emoções, a comunicação assertiva e clara, e como cada pessoa se comporta através do perfil comportamental.

Todo ser humano é único, tendo em si, crenças, cultura, vivência de vida diferente, o que interfere no modo de pensar, falar e agir, em suas atitudes em seus comportamentos, interferindo nos seus relacionamentos interpessoal e intrapessoal e na comunicação assertiva.

Aprenderam a importância da “gestão de suas emoções”, saber escutar, pensar antes de falar, empatia, ter resiliência, não julgar, criticar, reclamar, não justificar seus erros e sim aprender com eles, apontando somente os erros que podem trazer prejuízo pessoal e profissional, ficou claro a cada pessoa que é necessário estar buscando conhecimento profissional, realizar cursos de capacitação em sua área de atuação.

Foi possível perceber a mudança, a transformação nas pessoas em cada treinamento, ficando visível que, muitas dificuldades ou problemas enfrentados é por falta de conhecimento sobre o outro (s), pois todos tem uma história e são capazes e autor responsáveis por sua vida. Tudo o que se planta, colhe, consciente ou inconsciente, registrando que algumas pessoas que passaram pelo treinamento, não queriam a mudança ou a transformação em suas vidas e preferiram acreditar que elas são assim, que o outro não muda, que tudo é difícil, que estão fadadas a levarem a vida desse jeito, e que também se sentem vítimas da situação, enfim como dito, cada um é responsável por sua própria vida.

Investir em pessoas é a melhor solução para obter melhores resultados, sejam eles físicos, financeiros, relacionamentos, emocionais, espirituais, conjugais, familiares, produções, interpessoais, pois o agronegócio é feito de pessoas, e pessoas precisam de pessoas. Se faz necessário aos lideres, gestores de cada propriedade, empresa ou organização, buscar autoconhecimento, trabalhar e desenvolver pontos fortes e pontos a ser melhorados, buscar ter escuta atenta com o outro, seja ele, colaborador, filhos, esposa, parceiros.

Portanto, permita-se viver uma nova história, novas possibilidades, para que se possa ter uma vida extraordinária em todas áreas. Com toda certeza, mudanças são difíceis para quem assume esta jornada, porém os resultados valeram muito e serão sentidos ao longo de toda a vida.

REFERÊNCIAS

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[1] EDUCAPOINT. Gestão de pessoas é fator chave do sucesso da Fazenda Colorado. 03 dez. 2018. Disponível em: https://www.educapoint.com.br/blog/pecuaria-leite/gestao-de-pessoas-fazenda-colorado/#:~:text=Gest%C…. Acesso em: 20 nov. 2020; CHINELATO. Gressa. Como fazer a gestão de pessoas no agronegócio? 17 abr. 2020. Disponível em: https://blog.aegro.com.br/gestao-de-pessoas-no-agronegocio/. Acesso em: 22 nov. 2020.

[2] PIRES, Sergio Fernandes Senna. 93% da comunicação é mesmo não verbal?. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em: https://ibralc.com.br/93-comunicacao-nao-verbal/. Acesso em: 27 nov. 2020.

[3] INSTITUTO BRASILEIRO DE COACHING. Veja exemplos de falhas de comunicação. Equipe IBC. 10 maio de 2019. Disponível em: https://www.ibccoaching.com.br/portal/rh-gestao-pessoas/veja-exemplos-de-falhas-de-comunicacao/. Acesso em: 27 maio de 2020.

[4] GOLEMAN, Daniel. Inteligência Emocional: a teoria revolucionaria que redefine o que é ser inteligente. 1. ed. Tradução: Marcos Santarrita. Rio de Janeiro: Editarora Objetiva, 1996.

[5] WIKIPÉDIA. A ENCICLOPÉDIA LIVRE. Inteligência. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia. Acesso em: 21 nov. 2020.

[6] MAYER, John. D.; SALOVEY, Peter; CARUSO, David. Emotion intelligence: Theory, findings and implications. Psychology Inquiry, (15), p. 197-215, 2004.

[7] GOLEMAN, Daniel. Trabalhando com a Inteligência Emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p. 337.

[8] CANAL RURAL. Agronegócio responde por 25% do PIB e um terço dos empregos. Agência Brasil. 03 out. 2010. Disponível em: https://www.canalrural.com.br/noticias/agronegocio-responde-por-pib-terco-dos-empregos-20293/. Acesso em: 15 nov. 2020.

[9] G1. GLOBO. 72% das pessoas estão insatisfeitas com o trabalho, aponta pesquisa. Profissionais reclamam de falta de reconhecimento e excesso de tarefas. Empresa deve avaliar perfil do colaborador para resolver a situação. 29 abr. 2015. Disponível em: http://g1.globo.com/concursoseemprego/noticia/2015/04/72-das-pessoas-estao-insatisfeitas-comotra…. Acesso em: 23 nov. 2020.

[10] YAMAOKA, Juliane. Funcionários engajados podem melhorar em 20% a rentabilidade da empresa. Líderes ao redor do mundo estão à procura de soluções para diminuir a falta de engajamento, que é também um dos principais motivos para o turnover. Administradores.com. 17 out. 2017. Disponível em: https://administradores.com.br/noticias/funcionarios-engajados-podem-melhorar-em-20arentabilidade-…. Acesso em: 18 nov. 2020.

[11] PILLEGGI, Marcus Vinicius. Falhas na comunicação são principal motivo de fracasso nos projetos das empresas. Pesquisa mostra que em 76% das empresas os projetos não dão certo porque os profissionais não sabem escrever bem, falar bem e se relacionar adequadamente com diferentes tipos de pessoas. Revista PEGN. maio 2013. Disponível em:http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI138376-17182,00-FALHAS+NA+COMUNICACAO+SÃO+PRINCIPA…. Acesso em: 13 nov. 2020.

[12] VIEIRA, Paulo. O poder da ação: faça sua vida ideal sair do papel. São Paulo: Editarora Gente, 2015; VIEIRA Paulo. O poder da autorresponsabilidade. Besteller. São Paulo: Editarora Gente, 2018.

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