Análise de fertilidade do solo

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Importância da análise de solo

Analisar o solo traz inúmeros benefícios, pois, através da análise conseguimos compreender a disponibilidade de nutrientes no ambiente em questão e fazer a recomendação da adubação para as culturas que virão na sequência. Além de que, por meio da análise, conseguimos verificar o pH (teor de hidrogênio do solo) e o teor de alumínio (Al) do solo e, se necessário, corrigir a acidez e identificar problemas de fertilidade. 

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O manejo da fertilidade do solo por meio do uso eficiente de corretivos e fertilizantes é responsável, dentre os diversos fatores de produção, por cerca de 50 % dos aumentos de produção e produtividade das culturas (LOPES; GUILHERME, 2007). Se considerarmos o valor dos fertilizantes hoje, a amostragem torna-se muito importante, sendo que através dela utilizamos apenas a quantidade ideal de fertilizantes estimada pelo teto de produção que se almeja.

Todas as culturas têm um pH ideal, a grande maioria dos grãos fica em torno de pH 6 e nos manuais de adubação e calagem de cada região pode se observar, para cada cultura, a quantidade necessária de macro e micronutrientes para a produção desejada.  

Além do teor de nutrientes, a análise de solo nos fornece o teor de matéria orgânica do solo, que auxilia a compreender o quanto as práticas realizadas na área estão sendo benéficas ou não, e ainda auxilia na escolha de estratégias para aumentar este ponto. Neste caso, um dos principais métodos é a rotação de culturas e a implementação de culturas que fornecem boa quantidade de palhada aos solos. A matéria orgânica do solo (MOS) provém, em quase sua totalidade, dos organismos vegetais, cuja composição varia entre as diferentes espécies vegetais e dentro da mesma espécie, com a idade da planta e animais existentes no solo (CUNHA et al. 2005). 

De acordo com dados da Embrapa (2021), o aumento de fertilidade do solo pode ser possível através de dois tipos de produtos: o calcário para corrigir a acidez do solo e os fertilizantes, ou adubos, para corrigir a falta de nutrientes. A decisão de o que, quando e quanto aplicar de calcário e fertilizante somente deve ser feita com base na análise de fertilidade do solo com o auxílio de um agrônomo.

Como fazer a amostragem

Devemos identificar os talhões e separar em amostras diferentes (Figura 1). Esses talhões podem ser separados por fertilidade, relevo, tipo de sol e diferentes ocupações dentro da propriedade, e o tamanho ideal de cada gleba não deve exceder 10 hectares.

Figura 1. Separação da propriedade em diferentes talhões

A amostra composta é formada por amostras simples, retiradas de 15 a 20 locais escolhidos ao acaso, ao percorrer em zigue-zague a gleba uniforme, sendo o recomendado que se tire 20 amostras simples (ARRUDA et al., 2014). 

Para a amostragem, você deve ter em mãos um balde, um trado de sua preferência ou uma pá de corte ou de jardineiro, deve estipular a profundidade de amostragem de 5 a 20 cm de profundidade. Essa profundidade pode variar em função da cultura e do objetivo da análise.

Inicialmente você vai tirar amostras simples da área e adicionar ao balde para a formação de uma amostra composta (Figura 1), para que seja homogeneizada e destorroada. Depois, coloque a amostra em uma embalagem etiquetada com o nome da propriedade, do produtor e demais dados (Figura 2). Ao final do processo, encaminhe ao laboratório uma amostra final de mais ou menos 500 gramas.

Figura 2. Processo de amostragem do solo
Figura 3. Modelo de identificação da amostra

Para realizar uma análise de solo representativa da área, não se deve retirar amostras simples próximas da casa, do depósito de adubo e corretivos, da cerca, de brejos, voçorocas, curva de nível, árvores, sulcos de erosão, formigueiros, cupinzeiros, esterco, caminho, carreador ou qualquer outra mancha não representativa da área (ARRUDA et al., 2014).

Referências 

LOPES, A. S.; GUILHERME, L. R. G. Fertilidade do solo e produtividade agrícola. In: NOVAIS, R. F.; ALVAREZ V. V. H.; BARROS, N. F.; FONTES, R. L. F.; CANTARUTTI, R. B.; NEVES, J. C. L. (ed.). Fertilidade do Solo. Viçosa: SBCS, 2007. 

CUNHA, T. B.; MENDES, A. M. S.; GIONGO, V. Matéria Orgânica do solo. In: Nome dos organizadores. Nome do livro. Cidade: Editarora, ano. Disponível em: livroRECURSOSOLO.pdf (embrapa.br). Acesso em: 22 maio 2021. 

ARRUDA, M. R.; MOREIRA, A.; PEREIRA, J. C. R. Amostragem e cuidados na coleta de solo para fins de fertilidade. Manaus: Embrapa Amazônia Ocidental, 2014. (Embrapa Amazônia Ocidental; Documentos 115).

Autoria: Scheila Andrieli Silveira Bones

Fonte: Elevagro