Arroz: Veja as expectativas e a situção da colheita em 2021

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O arroz (Oryza sativa) é considerado o principal alimento de mais da metade da população mundial, sendo o terceiro cereal mais produzido em todo o mundo, ficando atrás apenas do milho e do trigo. Na safra mundial de 2020/21, a colheita do arroz estimada é de 513,6 milhões de toneladas.

O Brasil é também um grande produtor de arroz, figurando na 9ª colocação mundial, atrás de oito países asiáticos (China, Índia, Indonésia, Bangladesh, Vietnam, Tailândia, Myanmar e Filipinas).

Para a safra 2020/21, a previsão é que a colheita do arroz atinja 11,1 milhões de toneladas, em uma área de 1.688,3 mil hectares.

No entanto, em fevereiro, ou seja, no início da colheita do arroz da atual safra, as expectativas não eram muito boas em algumas regiões do Brasil, principalmente devido à um período de seca.

Mas, agora que os trabalhos avançaram, a avaliação da atual safra melhorou, inclusive com preços mais convidativos para a exportação desse cereal.

Por isso, te convidamos a verificar qual é a situação da colheita do arroz na safra brasileira 2020/21, assim como as expectativas para o final da colheita deste cereal.

Colheita do arroz da safra 2020/21: Previsão de 11,1 milhões de toneladas

No Brasil, a colheita do arroz, que se iniciou em meados de fevereiro, tem uma previsão estimada de 11,1 milhões de toneladas produzidas, volume 0,8% inferior que a safra anterior.

Já a área produtiva é de 1.688,3 mil hectares, que representa um incremento de 1,4% em relação à safra anterior.

As regiões da federação tiveram comportamentos semelhantes na cultura de arroz.

Na Região Norte há a previsão de incremento na área plantada, com tendência de aumento na produção, que atualmente está estimada em 1.026,5 mil toneladas, um aumento de 3,5% em comparação à safra anterior.

Assim, a região Norte se configura como a segunda maior produtora nacional de arroz, com destaque para o estado de Tocantins.

A Região Nordeste ainda não apresenta grande representatividade. Assim, a intenção é de aumento na área plantada em comparação ao ciclo passado, com a expectativa que sejam semeados 167,1 mil hectares, distribuídos em oito estados da região.

A terceira região que mais produz arroz no país é o Centro-Oeste, com estimativa de incremento na área plantada em 3,2%, quando comparada à última safra, situando em 157,4 mil hectares semeados.

Espera-se que a colheita do arroz na região atinja cerca de 619,5 mil toneladas, representando incremento de 4,3% em relação à safra 2019/20.

Na Região Sudeste, a intenção é a manutenção da área cultivada em 10 mil hectares, com maior concentração de área no Estado de São Paulo.

A Região Sul é o maior produtor nacional do cereal. Na região, o cultivo de arroz é quase que totalmente irrigado, com um percentual muito pequeno no Paraná sendo cultivado em sequeiro.

A estimativa é de a área cultivada com o arroz na região seja de 1.117,3 mil hectares, mantendo números semelhantes à safra anterior.

Por: Freepik

As expectativas iniciais não eram tão boas, mas a colheita do arroz se recuperou

Mesmo com esses números positivos em todas as regiões produtoras, as expectativas iniciais não eram tão boas, principalmente na região Sul.

Quando a colheita do arroz foi programada para começar, em fevereiro, os agricultores enfrentaram um período de seca, essencialmente no sul.

Hoje, com o avanço dos trabalhos no campo, a avaliação melhorou.

Prova disso é que na última semana de março, já havia 45,5% da área total colhida, percentagem um pouco menor aos 49,3% colhidos no mesmo período da safra passada.

A partir do final desse mês houve a intensificação da colheita, indicando evolução similar ao da safra anterior.

Dessa forma, ao final da terceira semana de abril, os principais estados produtores evoluíram de forma significativa quanto à colheita do arroz, com o estado de Santa Catarina atingindo 100% da colheita, seguido pelos estados de Goiás, com 96,2% e Rio Grande do Sul, com 89%.

Em seguida temos os estados do Tocantins (87%), Mato Grosso (56,8%) e Maranhão (10%), segundo dados do Progresso da safra informados pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).

Safra 2020/21 será relativamente menor que a anterior: Alguns fatores explicam isso

Segundo estimativas da CONAB, a safra brasileira 2020/21 de arroz será 0,8% menor quando comparada com a safra anterior (2019/20). Tal fato se deve a alguns fatores preponderantes.

Em um primeiro momento o menor volume colhido é decorrente principalmente das estimativas de redução da produtividade que ficaram em 6.572 kg/ha, número 2,1% menor que a safra anterior.

Outro fator preponderante é a área plantada, que mesmo crescendo (+1,4) foi menor do que inicialmente previsto nos modelos estatísticos.

Essa menor expansão da área plantada é decorrente da falta de água em algumas regiões, como foi o caso do Rio Grande do Sul, e dos elevados preços dos grãos que competem pela mesma área da cultura do arroz, principalmente a soja e o milho, que fazem o produtor declinar pela opção do arroz.

Já quanto ao quadro de oferta e de demanda do arroz, a expectativa ao longo do ano de 2021 é de recuperação dos estoques de passagem, que devem aumentar 18,5%.

Isso é resultado principalmente de uma projeção de retração do consumo em razão da perspectiva de recuperação econômica nacional, haja vista a elasticidade-renda negativa do arroz.

A balança comercial também sofrerá alterações.

A projeção de preços elevados para o cereal, somada à estimativa de fortalecimento da moeda nacional, alterará o cenário de superávit que foi identificado na safra 2019/20, passando a se comportar em equilíbrio entre volume exportado e importado em 1,1 milhão de toneladas.

Gestão agrícola integrada: Maior controle para conquistar maiores lucros!

De maneira geral, a produtividade e qualidade estão dentro do esperado para a atual safra de arroz.

A produtividade da colheita do arroz das primeiras lavouras tende a ser naturalmente mais alta, reduzindo gradativamente conforme se inicia a colheita daquelas semeadas mais para o final da janela preferencial.

Com isso, é facilmente perceptível entender que a produção de arroz cresceu muito no Brasil.  A cada ano surgem novas tecnologias que auxiliam o rizicultor a aperfeiçoar suas técnicas, diminuir o trabalho braçal e consequentemente aumentar sua produtividade.

No entanto, para que o setor continue evoluindo e o investimento em novas tecnologias não aumentem o custo de produção do arroz, é essencial que cada rizicultor tenha uma gestão agrícola bem mais integrada de todas as etapas da produção, do preparo do solo ao beneficiamento do arroz recém-colhido.

Além disso, muitos rizicultores não possuem ou não conhecem um método destinado ao controle de seus custos de produção. Muitas vezes produzem arroz sem saber se realmente estão gerando lucro.

Desta forma, é imprescindível que o rizicultor conheça seus gastos em cada etapa do processo produtivo do arroz para identificar onde estão seus maiores gastos e procurar uma forma de reduzi-los.

Para isso, investir em um software específico para fazendas e que permita uma gestão agrícola integrada é imprescindível.

Original de CHBAGRO