Cafeicultores de Araguari utilizam método alternativo para controlar Pragas

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O produto custa aproximadamente R$ 6 por hectare e foi feito na casa dos produtores.

Seis cafeicultores de Araguari começaram, em abril, a utilizar calda sulfocálcica nas lavouras. O produto foi utilizado para combater, principalmente, o bicho-mineiro — uma das principais pragas em plantações de café.

A escolha do método foi uma orientação do técnico de campo Fernando Marcus Lima Valadão.

Segundo informações da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), a utilização desse novo produto é benéfica para o meio ambiente e proporciona uma maior economia ao produtor. A aplicação custa aproximadamente R$ 6 por hectare. Já o uso de um inseticida tradicional custa, em média, R$ 40 por hectare.

Fonte: Balance Sanitario

“A região de Araguari é bem quente e, nesta época do ano, é comum o aparecimento do bicho-mineiro, que causa mais desfolha e perda nas lavouras. Com a falta de umidade, os produtos perdem a eficiência e, normalmente, os produtores utilizam inseticidas mais fortes, que causam prejuízo econômico. Nesta época de colheita, o produtor não pode passar um inseticida comum, mas, com a calda, ele pode colher. É um manejo da agricultura orgânica que tem dado certo para os produtores convencionais”, contou o técnico de campo.

O produto foi feito na residência dos próprios cafeicultores. A receita para um tanque de 2.000 litros é: 20 litros de água, 4 quilos de enxofre em pó e 2 quilos de cal. A calda sulfocálcica, resultado da mistura, é eficaz para combater o bicho-mineiro e o ácaro vermelho.

O grupo faz parte do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Café + Forte, oferecido pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES.

Original de G1 Globo