China aumenta em 13% às importações de soja e setor de suínos dá sinais de recuperação

Compartilhe

Em 2020, as importações de soja da China tiveram um recorde anual. Segundo dados da Administração Geral das Alfândegas, o setor aumentou em 13% no período. Considerada a maior compradora de soja em todo o mundo, a China adquiriu no último ano 100,33 milhões de toneladas da oleaginosa e 88,51 milhões de toneladas em 2019. 

Apenas no mês de dezembro, as importações do grão chegaram a 7,524 milhões de toneladas. Para  o analista da consultoria agrícola Cofeed, Xie Huilan, em dezembro as importações foram menores do que o esperado, provavelmente “devido a atrasos nos embarques”, afirmou. 

Diante disso, foi registrada queda de 27% na comparação ao ano de 2019, quando houve a importação de 9,54 milhões de toneladas. Mas, de acordo com o analista, a demanda estava boa quando a China trazia mais cargas dos Estados Unidos. Por isso, os números anuais estão dentro das expectativas. 

No quarto trimestre do ano passado, grãos americanos foram adquiridos pela China e, na mesma época, Pequim intensificou a aquisição de produtos agrícolas dos EUA com a intenção de cumprir os termos que foram estabelecidos por meio de acordo comercial entre a China e os Estados Unidos.

Conforme os dados disponibilizados pelos países, as importações de soja dos EUA em 2020 na China aumentaram 56,3% em relação a 2019 e somente no início do ano passado, os trituradores compraram soja brasileira. 

Por: Freepik

Recuperação

Enquanto isso, a demanda do setor de suínos também se recupera. Informações divulgadas pela China mostram que, aos poucos, o seu rebanho de porcos está sendo novamente criado. É preciso lembrar que os animais foram atingidos pela peste suína africana, anos atrás. 

Preços subindo

Na quarta-feira, 13, os preços da soja fecharam o pregão em baixa na Bolsa de Chicago e, nesta quinta-feira, 14, os preços da soja voltaram a subir. No início da manhã, os contratos mais negociados ganhavam entre 8,75 e 11,75 pontos. 

Mas o que tem chamado a atenção é a demanda de vendas dos Estados Unidos que, nesta semana, voltaram a ser realidades com mais frequência, além das incertezas com relação a Argentina que vem sendo castigada pela falta de chuvas e o clima seco, além da conclusão da safra 2020/2021 do restante da América do Sul, com destaque para o Brasil.

O comportamento da demanda e a direção do dólar também tem sido acompanhada de perto pelos especialistas, assim como a inflação dos alimentos que poderia determinar a racionalização de alguns produtos em todo o mundo. 

Por Samara Arruda