Combustíveis vão ter novos reajustes a partir de hoje (26)

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Gasolina subiu 7% e o diesel 9% nas refinarias

Os brasileiros mal se recuperam do susto ao ver o valor da gasolina nos postos e hoje o dia amanheceu com mais uma notícia desagradável. A gasolina subiu 7% nas refinarias e o diesel, 9% e estes aumentos já começam a ser repassados hoje. Dessa forma, a gasolina já acumula alta de 73% no ano e o diesel, de 65,3%. As altas devem ter reflexos nos preços do frete, pressionando ainda mais a inflação.

O principal propulsor das altas da gasolina e do diesel vem sendo o real desvalorizado. Até a semana passada o dólar (moeda à qual o valor do petróleo é ligado) acumulava uma alta de 8,5% sobre o Real. As incertezas dos investidores com relação à política econômica do Brasil é que dão forças para a desvalorização da moeda brasileira 

O presidente Jair Bolsonaro ao longo da semana já vinha dando sinais de que os combustíveis sofreriam reajustes. Em suas declarações à imprensa, Bolsonaro afirmou não ter como intervir nos preços da Petrobras.

O valor da gasolina da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,21 por litro. Para o consumidor final, o reajuste é diferente, pois reflete o lucro das distribuidoras e impostos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, o preço médio da gasolina no país alcançou R$ 6,36 o litro.Contudo, em algumas cidades este preço já ultrapassa os R$ 7. Para o diesel A, o preço médio de venda da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro.

Em nota, a Petrobras chegou a dizer que a demanda atípica recebida para o mês de novembro poderia não atender o volume de pedidos das distribuidoras no mês que vem e passou a avaliar a importação de combustíveis para evitar o desabastecimento.

Possível greve dos caminhoneiros

Com o aumento do diesel, o país está na iminência de uma possível greve dos caminhoneiros. Porta-vozes da categoria afirmaram que a promessa de greve para dia 1 de novembro está de pé. Eles reclamam da alta do diesel, do piso mínimo do frete e querem o retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao INSS.

Por outro lado, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) afirmou que não tem informações a respeito da paralisação e que a greve não é apoiada pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam).

Por: Ana Luzia Borges

Fonte: Jornal Contábil