Contas atrasadas tem índice de correção trocado pela Aneel para diminuir o impacto da pandemia

Compartilhe

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou em abril. A alta do mês foi de 1,51%, ante aos 2,94% de março. Com este resultado, o índice passou a acumular alta de 9,89% no ano de 2021 e de 32,02% nos últimos 12 meses.  Os números são consideráveis, dado que em abril de 2020 o índice havia subido 0,80% e acumulava alta de 6,68% em 12 meses.

O IGP-M é conhecido como “inflação do aluguel”, por servir de parâmetro para o reajuste da maioria dos contratos de locação residencial, bem como os de energia elétrica. Ele sofre uma influência considerável das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários e matérias-primas.

Fonte: Freepik

Dada a alta volatilidade de IGP-M, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu na terça-feira, 27, que as contas de luz que atrasarem a partir de 1º de junho serão corrigidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), não mais pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). A título de comparação, valores que foram corrigidos entre janeiro de março deste ano sofreram alta de 8,25% pelo IGP-M e apenas 2,5% pelo IPCA. A alteração do indexador também foi considerada pela Aneel na atualização de compensações financeiras devidas pelas distribuidoras aos consumidores (na forma de descontos na fatura) quando descumpre indicadores de qualidade na oferta do serviço. 

A mudança é importante, pois numa atividade de cultura irrigada, considerando a estimativa do custo de produção do feijão irrigado de março de 2021 levantado pelo Ifag, o custo da energia elétrica representa quase 12% do custo total. Isso significa, que caso o produtor rural venha a ter dificuldades para quitar o débito, a taxa de atualização do valor devido não será tão elevada.

Original de FAEG