Debate sobre possível proibição da pulverização aérea de agrotóxico na BA

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Em mais uma ação para cumprir seu papel de defender os interesses dos produtores rurais baianos, o presidente do Sistema FAEB/SENAR, Humberto Miranda, se reuniu com os deputados estaduais Paulo Câmara (PSDB), Jusmari Oliveira (PSD), Eduardo Salles (PP), Vitor Bonfim (PL) e Antônio Henrique (PP), presidentes de Sindicatos dos produtores rurais e também representantes da AIBA, ABAPA, SINDAG, ASPEX, SINDAG e da Syngenta, além de outros representantes do agronegócio para debater o projeto de lei PL./24118/2021 que dispõe sobre a proibição da pulverização aérea de agrotóxico em todo estado da Bahia. O projeto é do deputado Osnir Cardoso (PT), que pode desarticular o setor agropecuário baiano, que vem sendo o principal pilar de sustentação da economia do Estado, principalmente nesse momento da pandemia. A vice-presidente da FAEB, Carminha Missio, também esteve na reunião ao lado da diretoria do Sistema FAEB/SENAR. 

“É um absurdo chegarmos numa manhã em que deveríamos estar produzindo e trabalhando nas nossas atividades, parar para discutir um projeto que beira o inacreditável, indo de encontro aos novos modelos de produção e produtividade que têm alavancado o desenvolvimento na agropecuária mundial, e não é diferente aqui no Brasil e na Bahia. Esse projeto de lei atinge frontalmente o desenvolvimento do agronegócio baiano, seja na cafeicultura, floresta, nos grãos, na fruticultura, como a banana, e outras culturas, que hoje são fundamentais e usam as tecnologias e a mecanização na sua produção, que geram emprego e renda no estado”, ressaltou Humberto Miranda, presidente do Sistema FAEB/SENAR. Opinião compartilhada pela vice-presidente da FAEB, que ressaltou a parceria das entidades com o legislativo para fortalecer o setor. “É muito importante essa proximidade, para o fortalecimento do setor agropecuário baiano e melhorar ainda mais o trabalho de excelência que já é feito no campo”.  

Segundo Junior Oliveira, do SINDAG (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola) os impactos dessa proibição são enormes. “Se tirarmos a aplicação aérea, teremos redução de exportação imediata. Fora os impactos que trazem uma decisão como essa, como demissões em massa na lavoura, dizimando um estado inteiro quando tem uma questão forte como essa na agricultura”, explicou. Ele acrescentou ainda que “cinco estados já deram como inconstitucional este tipo de proposição. Temos estudos da EMBRAPA que comprovam a segurança na aplicação”, concluiu.  

Luiz Carlos Bergamaschi, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) também foi enfático sobre os impactos que essa proibição pode trazer para o agro. “O uso de tecnologias fez com que tivéssemos a melhor produtividade e o algodão com a melhor qualidade do mundo. Com a proibição, estaremos retirando uma ferramenta muito importante para a sobrevivência do setor, colocando em risco toda a atividade”, pontuou.

Fonte: Ascom Sistema FAEB/SENAR

A deputada Jusmari Oliveira, presidente da Comissão da Agricultura e Política Rural da ALBA também esteve na reunião e defendeu o posicionamento da FAEB. “A postura da FAEB é a mesma de todos os produtores rurais baianos, e também a minha, como deputada representante e defensora do setor na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Estes projetos trazem percalços e, se aprovados, inviabilizariam as atividades agrícolas de forma muito grande”, explicou. Ela disse ainda que vai atuar para que o projeto não seja aprovado. “Nós temos trabalhado na ALBA seriamente para garantir a segurança do setor agropecuário baiano e temos que ter o compromisso firmado com os produtores rurais do nosso estado, fazendo de tudo para que esses projetos não sejam aprovados”.

O deputado Paulo Câmara, vice-presidente da Comissão de Justiça da ALBA, completou: “Nós, do legislativo, somos aliados e parceiros do agronegócio. Eu tenho orgulho de defender o agronegócio da Bahia. O Agro é importante demais para a Bahia e para o Brasil. Não precisamos dizer isso. Os números falam por si só. Tudo que for prejudicial ao setor, assim como essa pauta em questão, não pode prosperar”.

O deputado Eduardo Salles também se posicionou sobre o assunto. “Existe uma série de projetos absurdos e nossas discussões são tremendas dentro da própria Assembleia. Temos muitas Comissões e Frentes Parlamentares, mas temos que ter pessoas que defendam incondicionalmente o setor agropecuário”, finalizou.  

O deputado Antônio Henrique também se colocou a favor do posicionamento da FAEB. “Sou filho e neto de agricultor, então, estou à disposição da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia dos produtores rurais baianos, que estão produzindo, gerando emprego e renda para nossa Bahia”.  

Também participaram da reunião Carminha Missio, vice-presidente da FAEB; Cícero José Teixeira, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães; David de Almeida Schmidt, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras; Josival Santos Barbosa, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Juazeiro; Luiz Carlos Bastinelo, presidente da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel; Fernando de Martins, presidente da Cooperativa dos cafeicultores do Extremo Sul da Bahia; Ricardo Covre, pela Federação; Alan Malinski, representante da AIBA (Agricultores e Irrigantes da Bahia); Gleyson Araújo (ASPEX), dentre outras autoridades.

Fonte: Ascom Sistema FAEB/SENAR