Doenças do tomate: Conheça a principal doença causada por vírus

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Concluindo nossa série de doenças do tomate aqui no Dia Rural, onde já falamos sobre a pinta-preta, requeima e murcha-de-fusário que são doenças provocadas por fungos, também falamos sobre as duas doenças causadas por bactérias , murcha-bacteriana e mancha-bacteriana.

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Hoje falaremos sobre uma doença do tomateiro causada por vírus, o vira-cabeça-do-tomateiro, sendo esta a doença mais disseminada entre a cultura e provocando vários prejuízos para a plantação.

Vira-cabeça-do-tomateiro ou complexo do vira-cabeça do tomateiro

Esta doença é um complexo de vírus do gênero Tospovirus.

Ela ocorre em mais de mil espécies hospedeiras e com frequência em solanáceas como o tomate.

Em território brasileiro as espécies relatadas no tomate são o Tomato spotted wilt virus (TSWV), Tomato chorotic spot virus (TCSV), Groundnut ringspot virus (GRSV) e o Chrysanthemum stem necrosis virus (CSNV), tendo cada um suas particularidades na relação vírus-vetor e níveis de prevalência dependendo da região como por exemplo o caso da TCSV nos estados de São Paulo e no Rio Grande do Sul, ou do GRSV em Minas Gerais e no Nordeste brasileiro.

É considerado um dos problemas mais agressivos e drásticos do campo, o que resulta na morte das plantas afetadas e faz com que a produção de frutos fiquem inaptos à comercialização.

Essa doença por ser provocada por um vírus ocorre na maioria transmitida por insetos vetores como pulgão, mosca-branca,cigarrinha e tripes.

A transmissão pode ocorrer tanto na fase larval quanto na fase adulta, porém as partículas virais são adquiridas na fase larval do inseto.

A relação vírus-vetor é circulativo-propagativo, assim o vírus se multiplica no tripes e continua transmissível durante toda a vida do inseto, agravada pelo fato de o tripes ser um inseto polífago. 

Condições favoráveis e sintomas

Designed by Bigstockphoto
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Condições atípicas de pouca chuva associadas a altas temperaturas, aumentam a população de tripes virulíferos, o que provoca perdas no campo, especialmente em cultivares que não são resistentes ao TSWV.

As características da doença são o arqueamento do topo das plantas, por isso o nome “vira-cabeça”, junto com uma descoloração das folhas mais novas, aparecimento de anéis cloróticos e necróticos, um bronzeamento das folhas, necrose nas folhas e no caule e morte do ponteiro.

No fruto também é comum que apareçam anéis necróticos.

Frequentemente percebe-se a ocorrência de TCSV causando os sintomas apenas nos frutos, isso porque há inoculação direta da flor pelo tripes virulífero.

Medidas para o controle da doença

As principais medidas têm como base a redução do potencial de inóculo pelo vetor e utilização de cultivares resistentes.

Os cultivares que expressam o gene Sw-5 têm altos níveis de resistência ao TSWV quando associados a um programa integrado de pragas.

Outra medida é a evasão de áreas com uma população grande de tripes potencialmente virulíferos, principalmente em caso de locais com restos de cultura como a berinjela ou o jiló.

É importante a eliminação de restos de cultura, roquing das plantas sintomáticas e manejo de hospedeiras preferenciais.

Um manejo de tripes com produtos fitossanitários preventivos e de choque, que estejam devidamente registrados para a cultura e adoção de inimigos naturais e controle biológico do inseto vetor. 

Por: Mariana Gomes Pacheco de Sá