Doenças do tomate: Uma visão geral

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Neste artigo iremos ver como funciona a cultura do tomate, suas principais características e uma breve introdução das doenças do tomate.

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Para conferir cada doença específica o Dia Rural fez algumas colunas para elas, venha conferir.

O tomate – Lycopersicon esculentum – ocupa um lugar de destaque mundial no ramo das hortaliças.

Esta planta de origem andina foi domesticada no México, ela pertence a Solanáceas, assim como o pimentão, a berinjela, a pimenta, entre outros.

Estes possuem alto valor comercial, grande variabilidade de gêneros e uma ampla adaptabilidade em regiões diferentes.

Como consequência do vasto número de espécies e variedades disponíveis no mercado, o tomateiro acaba por ter diferentes respostas à absorção de luz, CO2, temperatura, umidade, absorção da água e nutrientes, podendo assim se desenvolver em diferentes climas.

Esta hortaliça é a mais cultivada em ambiente protegido atendendo a demanda do produto até em épocas menos favoráveis à sua produção.

Apesar da grande variabilidade do tomateiro ele exige em tratos culturais, um exemplo é a irrigação, que influencia grandemente na produção e qualidade dos frutos, já que a planta é considerada sensível ao déficit hídricos, também influenciam na coloração e firmeza do fruto.

O tomate é rico em licopeno ( substância que concede a cor avermelhada), então temperaturas muito baixas ou muito altas, tendem a fazer com que a produção dessa substância seja reduzida.

As condições de temperatura e umidade são os fatores que contribuem para o aparecimento das doenças na planta.

Doença de planta

Por definição, a doença de planta é qualquer anormalidade que pode ser causada por agentes bióticos ou abióticos agindo de maneira contínua alterando o metabolismo das plantas.

E o desenvolvimento dessas doenças podem ocorrer em qualquer parte do ciclo da cultura prejudicando seu crescimento e desenvolvimento.

Dos danos causados podem destruir tecidos ou até a matar definitivamente a planta afetando tanto a produtividade quanto a qualidade.

Os fatores para que uma doença ocorra é uma planta suscetível, um agente causador e condições climáticas favoráveis à manifestação dos sintomas.

As doenças de planta podem ser ou não transmissíveis, dependendo do agente causador.

As transmissíveis tem como causador fungos, bactérias, vírus e nematóides, fatores/agentes bióticos.

As não transmissíveis tem como causador distúrbios fisiológicos da planta ou por fatores/agentes abióticos como desbalanço nutricional, fitotoxidez de agrotóxicos e condições climáticas adversas. 

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Doenças do Tomate

Para o tomateiro, as doenças podem aparecer com maior ou menor frequência dependendo do clima como luz, temperatura e umidade; modo de implementação e condução da cultura com uma escolha de plantio, transplante das mudas, ambiente protegido ou campo livre, produção orgânica, convencional ou hidropônica; uma localização isolada de áreas infestadas ou cultivadas com outras culturas da mesma família; dependendo do método de irrigação como gotejamento, sulco ou aspersão; o tipo de solo, arenoso, argiloso ou orgânico; uma escolha da cultivar com características resistente, tolerante ou suscetível; e o estado nutricional da planta estando balanceado ou com falta ou excesso de nutrientes.

Quando cultivadas de maneira intensiva e sem os devidos cuidados, as doenças chegam a reduzir até 100% da produtividade.

Assim se faz necessário medidas de prevenção e de controle como conhecer os agentes causadores e observar os fatores que influenciam seu surgimento.

Para ajudar o agricultor serão postados artigos com as principais doenças presentes no tomateiro segundo seu agente causal. 

Principais doenças do tomateiro:

  • Pinta-preta
  • Requeima
  • Murcha-de-fusário
  • Murcha-bacteriana
  • Mancha-bacteriana
  • Vira-a-cabeça-do-tomateiro

Principais métodos de controle

Para diminuir ou até evitar esses tipos de doenças é recomendado evitar o plantio em áreas úmidas, terrenos sombreados e com pouca ventilação, usar sementes sadias, não plantar em lugares  que já foram cultivadas outras solanaceas, utilizar um método ideal de irrigação, a eliminação de plantas voluntárias e de restos culturais da área, a eliminação de plantas infestadas, efetuar a rotação de culturas, equilibrar a adubação, utilizar preferencialmente cultivares resistentes, conseguir mudas sadias, ter o controle de insetos vetores, ter cuidado no manejo das planta evitando injúrias ou ferimentos e sempre realizar a desinfecção de maquinários e equipamentos.   

Por: Mariana Gomes Pacheco de Sá