Filas nas fronteiras devem aumentar por falta de auditores fiscais federais agropecuários

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A fila de caminhões na fronteira do Brasil, especialmente nos municípios de São Borja e Uruguaiana, expõe um problema que o Sindicato dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical) alerta há tempos: a falta de servidores para atender toda a demanda de importação e exportação agropecuária.

Em 18 de agosto, foram colocadas em vigor novas regras de inspeção das importações de alimentos de origem animal. As equipes da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) passaram a ser responsáveis também pela reinspeção das cargas, não apenas pela fiscalização dos documentos. Com isso, a situação se agravou. “O déficit do número de servidores gera o represamento de cargas e consequentemente, perdas econômicas”, lamenta Soraya Elias Marredo, delegada do ANFFA Sindical no Rio Grande do Sul.

A delegada lembra que o concurso mais recente para atender as atividades de fronteira é de 2014. “Enquanto as demandas só aumentam, o número de auditores estagnou. Faltam auditores em todas as áreas, a única reposição foi para a área de inspeção. Por isso, a tendência é que estas situações se repitam”, diz Soraya, destacando que há necessidade de reposição de pelo menos 20 servidores no Vigiagro do Rio Grande do Sul.

Levantamento da Fundação Getulio Vargas para o ANFFA Sindical, mostra que em 2021 o Ministério da Agricultura são cerca de 2,5 mil auditores fiscais federais agropecuários em atividade no país, número 37,3% menor do que no ano 2000, quando o Ministério contava com 4.040 auditores.

Por: Karen Viscardi. Jornalista