Índice de Preços de Custos de Produção acumula altas em 2021

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Em 12 meses, a alta é de 21,72%

Fatores como alta nos preços de combustíveis e fertilizantes contribuíram para a elevação dos custos de produção. Mesmo que elevação do Índice de Preços de Custos de Produção (IICP) de abril tenha ficado em 1,29% na comparação com março. O acumulado do ano registra 15,30% de elevação e o acumulado de 12 meses 21,72%, maior da série histórica iniciada em 2010. Os dados estão no Relatório dos Índices de Inflação do Agronegócio, divulgados pela Farsul nesta terça-feira, dia 01.

Fonte: FECAP

Já os preços praticados no campo, apesar de uma desaceleração em relação a 2020, seguem a trajetória de valorização. O Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores (IIPR) fechou abril com alta de 2,28%. No ano, o acumulado é de 11,57% e em 12 meses 75,60%. Tendo como principais influências a seca, que refletiu em menor oferta interna de produtos agrícolas; a desvalorização cambial; e o aumento da demanda por alimentos em função do Auxílio Emergencial. Com exceção da seca, todos estes fatores seguem presentes na conjuntura de 2021 e, por essa razão, os preços persistem na trajetória de valorização.

Na comparação com o IICP, o IPCA acumulado em 12 meses atingiu 6,76%, demonstrando que o impacto dos preços dos insumos e a alta cambial afetaram muito mais os custos de produção. Na relação entre os preços praticados no campo e nas prateleiras de supermercado, o IPCA Alimentos ficou em 12,31% no acumulado de 12 meses, bem abaixo do IIPR, mantendo o movimento descolado entre ambos.

Confira Relatório na Íntegra

Fonte: Imprensa Sistema Farsul