Inflação dos alimentos fechou 2020 com alta de 3,1%, veja os índices

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Em 2020, a inflação do setor de alimentos teve a maior alta dos últimos 3 anos, segundo informações da agência para alimentos e agricultura das Nações Unidas (FAO). O relatório divulgado mostra que dezembro foi o sétimo mês consecutivo de aumento nas principais categorias de alimentos. Desta forma, o índice anual ficou em 97,9 pontos, o que representa uma alta de 3,1% em relação ao ano de 2019. 

A variação mensal observada pela FAO atingiu a média de 107,5%. Os preços que mais contribuíram para a inflação dos alimentos tanto anual quanto nas variações registradas no mês de dezembro foram, os óleos vegetais e os cereais. A exceção neste aumento ficou por conta do açúcar. No comparativo feito pela FAO, veja como ficaram os índices dos principais produtos: 

  • Óleo vegetal: os preços subiram 4,7% em dezembro, mas no mês anterior, o índice de alta chegou a 14%. No balanço anual, o aumento foi de 19,1% em comparação à 2019;
  • Cereal: o aumento foi menor em dezembro de 1,1% se comparado ao mês de novembro. Mas na soma dos registros obtidos em 2020, a média foi 6,6% maior que em 2019;
  • Laticínios: foi registrado um ganho de 3,2% no mês, mas a média anual ficou em 1% abaixo dos números registrados em 2019;
  • Carne: o índice avançou 1,7% no mês de dezembro, mas a média anual ficou 4,5% mais baratas que os números registrados em 2019;
  • Açúcar: o preço médio do açúcar registrou queda de 0,6% em dezembro, mas registrou alta de 1,1% na comparação com 2019.

Inflação

O indicador oficial da inflação brasileira – IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), alcançou em 2020 o índice de 4,52%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um dos motivos para esse aumento é o encarecimento dos alimentos da cesta básica, uma vez que no período, foi contabilizado um aumento de 14,09%. 

Os principais produtos que puxaram esse resultado foram o óleo de soja (103,79%) e o arroz (76,01%). Mas ressaltamos que outros itens também contribuíram com essa considerável alta. São eles: o leite (26,93%), frutas (25,40%), carnes (17,97%) e o tomate (52,76%), por exemplo. Dentre outros motivos para esse resultado está a disparada do dólar e o aumento das demandas domésticas devido à pandemia e ao isolamento social. 

Por Samara Arruda