La Niña no Brasil e seus efeitos na produção rural

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Como visto no Dia Rural, os fenômenos meteorológicos causam um impacto importantíssimo na agricultura, assim entender os fenômenos seus efeitos é imprescindível para o produtor rural.

Já foi comentado sobre o El Niño e hoje iremos falar sobre o La Niña, que é um fenômeno bem semelhante ao El Niño em vários aspectos.

La Niña

Em resumo, esse fenômeno diminui a temperatura da superfície das águas do Oceano Pacifico.

Segundo o Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), quando a condição normal de temperatura do Oceano Pacífico Equatorial sofre algum desvio, acabam surgindo duas fases: uma quente e a outra fria.

A fase quente é conhecida como El Niño como falado anteriormente e a fase fria é denominada La Niña, que surge a partir do resfriamento das águas e aumento na pressão atmosférica na região leste do Pacifico.

Efeitos na agricultura

Os efeitos do La Niña afetam de forma diferente as diferentes regiões do Brasil. No norte causa aumento na intensidade da chuva na Amazônia, o que pode causar cheias mais expressivas nos rios da região.

No nordeste ele causa chuvas acima da média e assim gerar enchentes no litoral nordestino. Já na região sul ele provoca uma estiagem em toda região, principalmente no inverno.

A Instituição National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) dos Estados Unidos previu para o segundo semestre de 2020 que o fenômeno influencia todo o clima mundial.

Os agricultores brasileiros fizeram previsões extremamente cautelosas para a safra de 2020/21 de soja e de milho, pois acreditam que o fenômeno La Niña pode atrasar as chuvas na área central do país e levar um veranico na região Sul ou centro-sul, assim impactando negativamente a safra destes grãos.

O que fazer?

A dica dos especialistas é que os agricultores façam uma nutrição adequada do solo, para terem uma maior estabilidade produtiva além de uma garantia maior de qualidade na lavoura.

E monitorar as mudanças que foram ocasionadas por este fenômeno e seus possíveis impactos nas diferentes regiões se torna necessário para que sejam tomadas ações mais assertivas. 

Por: Mariana Gomes Pacheco de Sá