Maçã: Volume exportado cresceu 80% no 1º semestre

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A maior oferta da safra 2020/21 está entre os motivos

As exportações brasileiras de maçãs frescas aumentaram consideravelmente no primeiro semestre deste ano. De acordo com dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), o volume enviado foi de 93 mil toneladas, quantidade 80% superior à do ano passado. A receita em dólar também subiu, cerca de 101% na mesma comparação, somando US$ 70 milhões (FOB).

Isso ocorreu, segundo agentes consultados pelo Hortifruti/Cepea, pela maior disponibilidade da fruta na atual safra e pelas incertezas do mercado interno – cenários que fizeram com que as exportações fossem uma boa saída para tentar “aliviar” a oferta nacional e obter melhores retornos. Vale destacar que o dólar, ainda valorizado frente ao Real, também elevou o interesse pelo mercado internacional.

Fonte: Freepik

Assim, a balança comercial fechou positiva, em US$ 47 milhões, também conforme a Secex, nos primeiros seis meses deste ano – cenário comum para o período, visto que as importações começam a se intensificar no 2º semestre. Contudo, destaca-se que 2021 trouxe bons resultados, devido ao aumento dos embarques brasileiros de maçã.

PERSPECTIVAS – Para os próximos meses, a expectativa é de que as importações brasileiras da fruta aumentem, como de costume. Porém, a entrada pode ser inferior à do ano passado, em função do maior volume colhido por aqui (já que os estoques estão elevados). Além disso, o Chile, um dos grandes fornecedores nacionais de maçã, pode ter registrado leve redução da colheita na safra 2020/21, de acordo com relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Fonte: HF Brasil, Secex e USDA