Manchas de Ascochyta é uma das Doenças mais comuns do Café

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De todos os produtos produzidos no Brasil, é possível dizer que o café é aquele que mais tem relevância e que não pode faltar na rotina do brasileiro, uma vez que já se enraizou na cultura dessa população.

Talvez seja por isso, junto a toda a dedicação, que o Brasil tenha se tornado o maior produtor e exportador de café do mundo, mesmo que tenha ficado em segundo lugar no consumo da bebida, o que ainda é um mistério. 

É importante destacar que o café passa por um longo processo desde a plantação, cultivo, colheita até o preparo.

E é justamente nessas primeiras etapas que ele pode ser acometido por várias doenças, as quais afetam drasticamente o ciclo de vida deste produto tão valioso e singular. 

As principais doenças do café, são:

  • Ferrugem do Cafeeiro (Hemileia vastatrix);
  • Cercosporiose (Cercospora coffeicola);
  • Manchas de Phoma (Phoma spp.);
  • Mancha de Ascochyta (Ascochyta spp);
  • Mancha Areolada (Pseudomonas syringae garcae);
  • Nematoide das galhas (Meloidogyne);
  • Mancha anular do cafeeiro (Coffee ringspot virus – CoRSV).

Essas doenças podem ser causadas tanto por fungos como por bactérias, nematóides e vírus. 

Vale mencionar que, elas também são capazes de reduzir em até 20% a produção, limitando o cultivo do produto, por isso é essencial obter um diagnóstico correto para que o controle seja realizado adequadamente apresentando resultados eficazes.

No decorrer dos últimos dias, o Dia Rural tem apresentado separadamente, informações sobre cada uma das principais doenças que atingem as produções de café. 

Hoje falaremos sobre a Mancha de Ascochyta.

Mancha de Ascochyta – Ascochyta spp

Causada pelo fungo Phoma tarda, a Mancha de Ascochyta se trata de uma doença que apresenta sintomas através de manchas na cor marrom em formato de anéis concêntricos especialmente nas folhas do café, mas também pode afetar as flores, frutos novos, extremidades de ramos e botões florais. 

Além do mais, a penetração do fungo também pode acontecer no ponto de abscisão das folhas nos cinco primeiros nós. 

No que se refere às desfolhas causadas por outras doenças ou pragas, nas folhas do primeiro ou segundo par, é comum aparecerem lesões típicas com forma irregular e cor escura, localizadas normalmente nas margens, fator que impede o crescimento na respectiva área, fazendo com que fiquem retorcidas, com redução da área foliar.

Em paralelo a isso, é possível ocorrer demais infecções como pseudomonas, capazes de resultar em uma forte seca de ramos laterais, conhecidos por ponteiros. 

Nas flores, no pedúnculo dos frutos e nos frutinhos, a Phoma gera lesões escuras, mumificações e queda de chumbinhos, superbrotamento causado pela morte das extremidades dos ramos, bem como a formação de grande número de ramos laterais. 

No que compete aos frutos novos, as lesões são escuras, deprimidas e de aspecto úmido.

Por fim, é importante ressaltar que a doença pode gerar problemas nas regiões de altitude elevada e inverno úmido. 

O surgimento da doença é bastante comum e propício em épocas de temperaturas amenas, entre 15 a 25° C, ideais para o desenvolvimento do fungo.

Na época do florescimento, a presença de vento sul e sudeste, com a entrada de frentes frias, favorece o ataque, de maneira que a incidência é maior nas áreas expostas a ventos, granizo e ao ar frio intenso.

Por outro lado, a doença pode ser controlada com o Folicur 250 PM, Benlate, Rovral, Aliette, Bretan PM, Hokko Su Zu 200.

Por Laura Alvarenga