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Óleos essenciais: Alternativa promissora no controle de fungos em mangas pós-colheita

Estudo da Embrapa e Unicamp revela eficácia e mecanismos antifúngicos dos óleos essenciais em quatro patógenos

16/05/2024 às 09h19 Atualizada em 16/05/2024 às 14h29
Por: Carlos Freitas Fonte: Embrapa
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 Óleos essenciais: Alternativa promissora no controle de fungos em mangas pós-colheita/Créditos de imagem Freepik
Óleos essenciais: Alternativa promissora no controle de fungos em mangas pós-colheita/Créditos de imagem Freepik

Cientistas da Embrapa e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram que sete óleos essenciais possuem atividades antifúngicas contra quatro fungos que causam doenças pós-colheita em mangas. O estudo também identificou a concentração mínima inibitória dos quatro óleos mais eficazes, bem como sua composição química.

Os resultados revelaram que os óleos de orégano, alecrim pimenta, canela casca e alfavaca cravo conseguiram inibir 100% do crescimento dos fungos estudados.

Embora os óleos essenciais sejam compostos por uma mistura complexa de substâncias, sua eficácia contra microrganismos tem sido amplamente estudada. Os resultados mostraram que a ação desses óleos varia dependendo do tipo de fungo.

A concentração mínima inibitória variou de acordo com o óleo e o fungo alvo. O óleo de orégano destacou-se por sua eficácia contra os fungos C. siamense, L. theobromae e B. dothidea, demonstrando uma excelente atividade antifúngica mesmo em concentrações mínimas. Já o fungo A. alternata foi mais sensível ao óleo essencial de casca de canela do que ao óleo de orégano.

A análise por cromatografia gasosa revelou a composição química dos óleos e sua relação com a atividade antifúngica. Foi observado que constituintes como carvacrol, timol, linalol e α-pineno contribuíram para essa atividade. O carvacrol e o timol, principais constituintes dos óleos de orégano e alecrim pimenta, respectivamente, apresentaram os melhores resultados, evidenciando um significativo efeito inibitório contra os fungos estudados.

Os resultados fornecem subsídios para o desenvolvimento de tecnologias que utilizam óleos essenciais no controle de fungos causadores de doenças pós-colheita em mangas, oferecendo uma alternativa aos fungicidas sintéticos. Isso pode contribuir para a produção de frutas mais sustentáveis e competitivas.

De acordo com Elke Vilela, analista da Embrapa Meio Ambiente, o uso de fungicidas no tratamento pós-colheita de manga tem sido comum, mas a conscientização sobre os riscos à saúde e a busca por tratamentos mais sustentáveis estão levando à procura de alternativas. Além disso, o uso excessivo de agroquímicos pode levar ao surgimento de cepas de patógenos resistentes, dificultando o controle das doenças pós-colheita.

A manga é uma fruta climatérica, que amadurece mesmo após a colheita, tornando-se mais suscetível ao ataque de fungos durante o armazenamento e transporte. Os fungos, como o Colletotrichum siamense, são os principais causadores de perdas de qualidade e produtividade das frutas.

O mecanismo de ação antifúngica dos óleos essenciais é atribuído aos seus componentes, que atuam sinergicamente ou de forma aditiva. Compreender a atividade antifúngica desses constituintes pode ajudar a melhorar a eficácia dos óleos essenciais no controle de fungos e no aumento da qualidade das frutas.

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