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Cultivares de alface da Embrapa resistem a temperaturas mais altas em estudo de adaptação climática

Experimentos revelam desempenho superior das variedades BRS Leila e BRS Mediterrânea em condições de aumento de temperatura, destacando-se frente a outras cultivares comerciais.

11/06/2024 às 07h54
Por: Carlos Freitas Fonte: Embrapa
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Cultivares de alface da Embrapa resistem a temperaturas mais altas em estudo de adaptação climática/Créditos de imagem Freepik
Cultivares de alface da Embrapa resistem a temperaturas mais altas em estudo de adaptação climática/Créditos de imagem Freepik

As cultivares de alface crespa da Embrapa, BRS Leila e BRS Mediterrânea, demonstraram um desempenho superior em experimentos realizados sob temperaturas mais elevadas. Enquanto outras nove cultivares testadas no mesmo experimento não se desenvolveram satisfatoriamente nas novas condições, as duas cultivares da Embrapa se destacaram.

O estudo teve como objetivo avaliar o efeito da temperatura no desenvolvimento das plantas de alface, antecipando os impactos das mudanças climáticas. Para isso, os pesquisadores simularam um cenário de aumento de 5ºC na temperatura, passando de uma média de 25ºC para 30ºC, ao longo de 45 dias.

Conduzidos na Câmara de Crescimento Vegetal da Embrapa Hortaliças (DF), os experimentos foram capazes de simular parâmetros atmosféricos como temperatura, umidade relativa do ar e concentração de gás carbônico. De acordo com o pesquisador Carlos Pacheco, as hortaliças folhosas, especialmente a alface, são mais suscetíveis ao calor, o que torna esse estudo crucial para o esforço de adaptação às mudanças climáticas.

As cultivares BRS Leila e BRS Mediterrânea apresentam características que lhes permitem lidar com o aumento de temperatura. A BRS Leila, por exemplo, tem um atraso no florescimento da planta, o que a torna mais resistente ao calor. Já a BRS Mediterrânea atinge o ponto de colheita mais rapidamente, o que reduz sua exposição ao calor e evita o florescimento precoce.

As cultivares comerciais, por outro lado, mostraram uma série de desordens sob as mesmas condições de temperatura, tornando-as inadequadas para comercialização. Esse resultado demonstra a adaptabilidade genética das cultivares da Embrapa a condições adversas.

O próximo passo do estudo envolve testes de estresse hídrico, com o objetivo de selecionar materiais ainda mais tolerantes ao calor e a outros fatores ambientais. Segundo Pacheco, a equipe continuará os estudos com foco na tolerância ao calor e, posteriormente, abordará questões relacionadas ao estresse hídrico e ao uso de bioinsumos.

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