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IPCA de junho sobe 0,21% impulsionado por alimentos

Alimentos e bebidas lideram alta, com batata-inglesa e leite longa vida entre os principais responsáveis

11/07/2024 às 07h48
Por: Carlos Freitas Fonte: Redação
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IPCA de junho sobe 0,21% impulsionado por alimentos/Créditos de imagem Freepik
IPCA de junho sobe 0,21% impulsionado por alimentos/Créditos de imagem Freepik

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 0,21% em junho, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A principal influência para o aumento do indicador foi o grupo de alimentação e bebidas, que subiu 0,44%, embora abaixo dos 0,62% registrados em maio. Esse grupo foi responsável por quase metade da alta do IPCA no mês, com um impacto de 0,10 ponto percentual.

Dentro do grupo de alimentos, houve variações de preços em diferentes sentidos. Enquanto os preços do leite e da batata-inglesa aumentaram, o mamão e a cebola registraram quedas significativas.

Thiago de Oliveira, coordenador da seção de economia da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), explicou que cerca de 70% da formação dos preços dos alimentos é influenciada por condições climáticas, e 30% pela pressão de consumo e sazonalidade da produção.

Principais Altas e Quedas de Preços em Junho

Batata-inglesa (+14,49%): As chuvas no Sul do país, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, interromperam a colheita e reduziram o escoamento, elevando os preços. Com o avanço da colheita em outros estados, como Minas Gerais, espera-se que os preços se normalizem.

Leite longa vida (+7,43%): A alta nos preços do leite se deve à redução da produção no campo, menor investimento e entressafra no Sudeste e Centro-Oeste. O atraso da safra no Sul também limitou a oferta, aumentando a disputa entre laticínios e cooperativas.

Manga (+17,14%): Chuvas durante a florada e colheita prejudicaram a produção na região de Petrolina (PE), reduzindo a oferta e elevando os preços. Houve uma diminuição de 30% no número de veículos descarregando mangas no início de junho.

Café moído (+3,03%): A oferta restrita global e a desvalorização da moeda brasileira contribuíram para a alta nos preços dos cafés robusta e arábica no mercado nacional.

Arroz (+2,25%): A demanda internacional aquecida manteve os preços firmes no Rio Grande do Sul, apesar do ritmo lento de negócios no mercado interno.

Mamão (-17,31%): O aumento da oferta com a colheita no Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia derrubou os preços, fazendo do mamão o produto que mais contribuiu para a queda de preços no grupo de alimentos.

Cenoura (-9,47%): A retomada da colheita em regiões menos impactadas pelas chuvas, como Minas Gerais, Goiás e Bahia, elevou a oferta e reduziu os preços.

Cebola (-7,49%): A entrada das safras do Centro-Sul após a importação de cebola argentina e chilena durante março e abril resultou na queda dos preços, um fenômeno sazonal típico.

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