Principais Doenças do Café: Veja quais são e saiba como Controlar

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O café é um dos produtos produzidos no Brasil e que tem uma grande importância para a população brasileira que já o enraizou em sua cultura.

Por esta razão, o Brasil se tornou o maior produtor e exportador de café do mundo, embora tenha ficado em segundo lugar no consumo da bebida. 

Entretanto, o café passa por um longo processo desde a plantação, cultivo, colheita até o preparo.

E é justamente nessas primeiras etapas que ele pode ser acometido por várias doenças, as quais afetam drasticamente o ciclo de vida deste produto tão valioso e singular. 

As principais doenças do café, são:

  • Ferrugem do Cafeeiro (Hemileia vastatrix);
  • Cercosporiose (Cercospora coffeicola);
  • Manchas de Phoma (Phoma spp.);
  • Mancha de Ascochyta (Ascochyta spp);
  • Mancha Areolada (Pseudomonas syringae garcae);
  • Nematoide das galhas (Meloidogyne);
  • Mancha anular do cafeeiro (Coffee ringspot virus – CoRSV).

Essas doenças podem ser causadas tanto por fungos como por bactérias, nematóides e vírus. 

Vale mencionar que, elas também são capazes de reduzir em até 20% a produção, limitando o cultivo do produto, por isso é essencial obter um diagnóstico correto para que o controle seja realizado adequadamente apresentando resultados eficazes.

Hoje iremos abordar um pouco mais sobre a primeira doença da lista. 

Ferrugem do cafeeiro – Hemileia vastatrix

A doença da ferrugem do cafeeiro é causada pelo fungo Hemileia vastatrix, considerada como uma das mais importantes no país e que requer bastante atenção. 

Essa doença é capaz de se espalhar com muita facilidade e rapidez, abrangendo todas as regiões produtoras de café no Brasil, comprometendo entre 20% e 35% de toda a produção nacional. 

Para identificar a presença desse fungo, basta procurar por um sinal característico dele, que é uma massa pulverulenta de esporos na cor amarela ou laranja, normalmente se apresenta na face abaxial da folha, correspondente a uma mancha clorótica na face adaxial. 

Além do mais, a disseminação desses esporos costuma acontecer principalmente devido ao vento e respingos de água de chuva, atingindo primeiramente as folhas da saia do cafeeiro, de maneira que evolui gradativamente para o ápice da planta, gerando a desfolha.

Outros prejuízos também se tornam nítidos na produção atual e na seguinte, uma vez que a doença prejudica o crescimento dos ramos. 

Vale ressaltar que o desenvolvimento da doença é favorecido pela umidade alta junto à baixa luminosidade, condições típicas de plantios adensados e temperaturas amenas.

Diante do potencial intenso do dano causado pela doença, a recomendação é para que os produtores de café adotem medidas preventivas de controle, uma alternativa viável é a utilização de cultivares resistentes ou tolerantes, logo no momento de implementação do cafezal.

No caso das medidas de controle cultural, é possível adotar maiores espaçamentos, realizar podas e desbrotas periódicas, tudo em virtude de promover um maior arejamento da lavoura.

Por fim, no que se refere ao controle químico, pode ser fundamental colocá-lo em prática a partir do momento em que a ferrugem no cafezal atingir um nível de 5% de incidência, mas para isso, é essencial realizar o monitoramento da doença do café no campo. 

Por Laura Alvarenga