Veja como lucrar com o Agronegócio na pandemia

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Saiba como alavancar sua margem de lucro no setor que mais cresce em meio a crise econômica atual utilizando a Sistemática de Importação por Alagoas.

Em meio à crise econômica que assolou muitos países em decorrência da disseminação do Covid-19, no Brasil, com o agravo da pandemia nos últimos meses, analistas apontam para um quadro de estagflação.

Ocorre quando a economia não cresce nem recua e os altos preços corroem o poder de compra da população.

Sendo assim, enquanto a economia não consegue crescer e o cenário contribui para a alta de preços, os fornecedores acabam por se desestabilizar.

Entretanto, o agronegócio foi o segmento mais estável e promissor.

A indústria do agronegócio foi tida como serviço essencial no período brasileiro de lockdown, o que contribuiu para o crescimento do segmento em diversos aspectos.

Se você é importador ou trabalha nesse segmento, você deve saber que mesmo com alguns fatores favorecendo o crescimento da agroindústria, todas as oportunidades de se lucrar ainda mais e conseguir satisfazer os consumidores para que eles continuem comprando, são válidas.

No decorrer do texto veja como o setor de agronegócio roubou a cena do ano passado para cá.

Além disso, saiba o que fazer para lucrar ainda mais em tempos de crise, sabendo precificar corretamente sua mercadoria e utilizando um método de importação mais econômico e prático.

Agronegócio: o que mudou na pandemia?

O agronegócio, ao ser analisado isoladamente em meio a crise econômica, vem se destacando nos últimos meses em relação ao aumento de produção, exportação e importação também.

Analistas observam que em meio a pandemia o agronegócio não sofrerá grandes impactos.

Mas o que exatamente aconteceu nos últimos meses ?

1- Algumas instabilidades políticas no âmbito mundial e a alta dos juros nos Estados Unidos, contribuíram para o aumento do dólar, fazendo com que ele correspondesse à mais de R$ 5,00 (cinco reais);

2- O aumento do dólar contribuiu para que exportadores vissem uma oportunidade de lucrar ainda mais pois, em tese, quanto maior for o valor do dólar mais o exportador receberá pelo produto vendido;

3- Com a alta nas exportações ocorreu uma escassez de produtos dentro do país, tais como arroz, soja e milho;

4- Com a escassez dos produtos não tinha como atender a demanda interna, o que fez com que o governo incentivasse a importação;

5- Com pouca oferta e alta demanda os preços de alimentos básicos subiram muito o que prejudicou o consumidor;

6- O governo zerou o imposto de importação do arroz e outros produtos para incentivar as importadoras e assim atender a demanda interna;

7- Concomitantemente, as importações de fungicidas aumentaram de forma considerável;

8- Um dos participantes do setor de defensivos agrícolas afirma que esse salto nas importações se deve a uma reposição de estoques;

Aumento das importações agrícolas

Apesar de ser um dos maiores produtores e exportadores de alimentos como, por exemplo, a soja, o Brasil se viu obrigado a importar um dos alimentos que ele mais produz para poder passar a entressafra devido às exportações em massa para a China. O mesmo ocorreu com o arroz e o milho.

A alta cotação do dólar fez com que produtores preferissem exportar os produtos, o que ocasionou na necessidade de importação.

Além do aumento da demanda nos mercados, houve alta demanda da indústria de carnes e frangos, nas quais a soja e o milho são insumos para a ração dos animais.

Ocorreu também a abertura de mais usinas de biocombustíveis, gerando maior demanda pela soja.

Outros produtos que aumentaram de forma significativa foram os fungicidas, a estimativa é que o país receba cerca de 41,8 milhões de toneladas de insumos agrícolas.

Todo esse cenário fez com que o governo zerasse as tarifas de importação a fim de abastecer seu mercado interno, atender a demanda e tentar controlar a alta de preços, o que consequentemente alavancou as importações.

Mas o fato de zerar as tarifas de importação não significa que magicamente os preços dos produtos vão ficar super acessíveis para seus clientes, pois existem outros fatores que compõem o preço de um produto, e é o que nós vamos demonstrar a seguir.

Um importador deve estar atento às baixas nas tarifas de importação e também deve saber precificar o seu produto para que consiga captar e fidelizar seus clientes.

Como precificar seu produto corretamente

De maneira simples, a precificação correta do produto passa por um processo que consiste em 3 regras básicas:

1- Precisa cobrir custos e despesas;

2- Deve ser revisado frequentemente para refletir a dinâmica de custo e demanda do mercado;

3- Para oferecer preços baixos, é mais inteligente e eficaz reduzir custos.

Dessa forma você garante seu lucro, cobre os custos e torna seu produto atrativo para os clientes, além de disputar com a concorrência.

Você que é importador deve ter ciência que diversos fatores incidem sobre o preço do seu produto, de forma direta ou não.

Sobre um produto estão os preços do fornecedor, frete de importação, frete de deslocamento pelo território nacional, embalagem, mão de obra para confecções, matéria prima, entre outras pequenas coisas que influenciam.

Além disso tem o custo de venda, comissão de vendedores e canais de venda, fora os tributos. No caso do agronegócio, e com muitas taxas de tributos zeradas, se você souber precificar corretamente sua mercadoria, lucrará muito mais.

Fonte: Freepik

Ressalte-se que cerca de 89% das empresas que realizam vendas relatam algum tipo de prejuízo por conta de dificuldades de precificação, por isso a necessidade de saber a respeito disso, afinal buscando a melhor forma de precificar você já estará fora dessa margem, o que é uma vantagem.

Estratégia competitiva para sua empresa

Segundo o Prof. Michael Porter, professor da Harvard Business School, existem 3 (três) estratégias competitivas para as empresas, que ele relata em seu livro Competitive Strategy:

  • Estratégia Competitiva de Foco: é voltada para produtos e serviços que possuem um público-alvo restrito e oferece serviço ou produto único.
  • Estratégia Competitiva de Diferenciação: é voltada para aqueles que possuem lugar específico e atendimento personalizado, possuem uma marca forte com alta identificação dos consumidores.
  • Estratégia Competitiva de Custos: Essa última merece uma atenção especial, pois consiste numa estratégia que prioriza o volume de produção ou importação e vendas desses produtos. Nesse caso o preço é o principal fator competitivo no mercado, pois a identificação do seu consumidor com o produto é pouca.

Possivelmente a estratégia mais viável para o seu negócio é a competitiva de custos, o “preço” no ramo do agronegócio é um dos principais fatores na hora que os consumidores escolhem o produto que vão levar.

No período em que estamos vivendo, agregar qualidade + preço baixo é uma grande vantagem frente à concorrência.

Existem métodos desenvolvidos por teóricos e que são muito eficazes, que podem fornecer aos importadores dados suficientes para a precificação ideal do produto, são eles: Margem de Contribuição desejada, Markup, Pesquisa de Preço e Fórmula Baseada no Lucro.

O que pretendo demonstrar é que o preço contribui muito na escolha do consumidor, e que estar atento à forma correta de precificar, assim como, observar todas as vantagens possíveis para se lucrar mais de forma segura e legal é imprescindível para ser bem sucedido na área de importação.

E por falar em lucrar mais de forma segura e legal, gostaria de apresentar a Sistemática de Importação por Alagoas, você já conhece? Se não, continue aqui para conhecer.

Sistemática de importação por Alagoas

Como supramencionado, existem diversos fatores que incidem sobre o preço final dos produtos, um deles são os tributos.

Apesar das mercadorias de maior notoriedade nacional atual estarem com impostos zerados, como o milho, arroz e soja, existem outras coisas necessárias para o agronegócio funcionar como os insumos agrícolas, que também estão com um alto índice de importação.

De todo modo, lucrar sempre é bom e nós vamos te explicar como!

Alagoas criou uma sistemática própria de importação, embasada na Lei Estadual nº 6.410/2003, regulamentada pelo Decreto 1.738/2003.

Essa sistemática de importação própria, viria sanar dívidas do Estado com os servidores públicos, além de favorecer a vinda de empresas para Alagoas.

Na prática funciona assim: o Estado possui dívidas com os servidores públicos decorrentes de processos judiciais (precatórios).

Dessa forma ocorre o seguinte: As importadoras assumem a dívida que o Estado possui com o servidor, podendo negociar diretamente com eles e ficar com um crédito perante o Estado (Cessão de Crédito).

Isso é vantajoso para a empresa importadora, pois, ao negociar diretamente com o servidor, eles podem acordar entre si um valor X do montante da dívida, e o importador continuar com o crédito integral perante o Estado.

Na prática:

A importadora assume uma dívida do Estado de R $50.000,00 (Cinquenta mil reais), e ao negociar com o servidor público, este aceita receber R $25.000,00 (Vinte e cinco mil reais) do que lhe é devido.

A importadora vai desembolsar só R $25.000,00 (Vinte e cinco mil reais) para repassar para o servidor público e continuará com R $50.000,00 (Cinquenta mil reais) de crédito perante o Estado.

Um jeito prático, fácil, seguro e lucrativo de importar, onde todos saem ganhando: o Estado, o servidor e o importador.

Outras vantagens

O recolhimento do ICMS é diferido (adiado), ou seja, não é feito na operação de Entrada da mercadoria no País, apenas na Saída da mesma para outro destinatário a uma alíquota de 4% ou 12%.

Exemplificando, a importadora não irá desembolsar quantia alguma no momento da importação, apenas na venda ou transferência interestadual.

Além dessa grande vantagem, podemos observar outra nessa sistemática: O desembaraço pode ser feito em qualquer porto ou aeroporto do país.

Isso deve-se ao fato de não se fazer necessário que a mercadoria transite em Alagoas para que a quitação com créditos judiciais ou precatórios seja autorizada.

Importante frisar que todo esse procedimento possui previsão legal. Tem base no art. 170 do Código Tributário Nacional, que trata sobre uma modalidade de extinção do crédito tributário, tratando-se da compensação.

Além disso, há previsão na Constituição Federal, art. 100, § 13, o qual expressa que o credor pode ceder seus créditos em precatórios a terceiros.

Com tudo que já foi dito, é visível que o agronegócio só cresce no nosso país, mesmo em meio à crise econômica ocasionada pela pandemia.

É importante estar atento às mudanças na importação, aos valores gastos com ela, e a forma que você vai passar o produto para o consumidor visto que o poder aquisitivo da maioria da população diminuiu, afinal o desemprego aumentou consideravelmente.

Saber precificar corretamente e usufruir de uma sistemática de importação eficiente, segura, ágil e econômica, facilitará bastante seu empreendimento e possibilitará uma maior satisfação para você e seu cliente.

Entretanto, para que sua empresa desfrute das vantagens em questão é importante que uma assessoria esteja à disposição.

Originalmente publicado em: Xpoents – Planejamento, Consultoria e Gestão Tributária- Lucrando Com o Agronegócio na Pandemia

XPOENTS. Começamos nossos trabalhos atuando especificamente no âmbito do ICMS junto à Secretaria da Fazenda do Estado de Alagoas e à Procuradoria Geral do estado de Alagoas. No início, atuávamos somente com planejamento tributário e defesas administrativas, prezando sempre pela ética, eficiência e zelo técnico, garantindo sempre o melhor resultado para nossos clientes. Os nossos trabalhos foram ampliados com o surgimento da Lei nº 6.410/2003, que autorizava a compensação de créditos judiciais com débitos de ICMS. Passamos então a prestar consultoria e planejamento tributário específico para as áreas de importação, telecomunicação e e-commerce, além de débitos decorrentes de autos de infração.