Veja quais são as qualidades que um pintinho recém-nascido deve ter

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O início da produção é determinante para colher bons resultados. Quanto antes identificar eventuais problemas, mais fácil será reverter o quadro

Será que a observação basta para avaliar o desempenho dos pintinhos? Quais são os critérios para definir as características de qualidade em um animal recém-nascido? Bem, existem alguns pontos-chave para orientar avicultores, veterinários e outros profissionais envolvidos na cadeia de produção.

Infecção no umbigo

Um dos métodos para descobrir se um pintinho vai se desenvolver bem é a cicatrização do umbigo. Se ocorreu rapidamente e sem infecções, ótimo. Se não, preste atenção, porque a onfalite, uma infecção que acontece ainda dentro do ovo, é bastante comum e costuma se manifestar nos primeiros dias de vida. Causa desconforto e, por consequência, perda no desempenho. Outro fator que pode interferir na saúde deles é a transferência do incubatório para a granja, quando alguns podem ficar debilitados.

Cansaço físico excessivo

Aos sete dias de vida, uma técnica não pode ser descartada. É a pesagem. O pintinho cresce 4 vezes o peso de chegada. Por exemplo, de 40 gramas pode passar para 160 gramas. Mais uma análise importante é a identificação de dificuldades motoras, além da avaliação dos reflexos.

Fonte: freepik

Palavra do especialista

De acordo com Guilherme Seelent, médico veterinário especialista em incubatório, o umbigo mal cicatrizado impacta negativamente no desempenho dos pintinhos e, na primeira semana, os índices de mortalidade podem ser altos. “Esse é um indicador importante da qualidade do pintinho e da qualidade da criação. Impacta também em conversão alimentar”, alerta. Outro ponto para prestar atenção é a temperatura. “Desde que o pintinho nasce, ele deve manter uma temperatura inferior a 40,6 graus. Acima disso pode deixar a ave estressada, um gatilho para mortalidade ou infecções que prejudicam os resultados”. 

Guilherme também explica que o produtor deve observar a penugem da ave, que deve estar seca e fofa, e outras características, como o reflexo. “Ele deve colocar o pintinho com o dorso para baixo. O animal deve voltar à posição inicial em menos de três segundos. Também deve observar a qualidades das pernas, avaliando se o filhote se locomove bem, o nível de hidratação, verificando se há veias saltadas nas canelas, e o joelho, para ver se há lesões. Estando tudo bem ao longo da primeira semana, provavelmente não haverá problema posteriores”, destaca.

O comportamento comum aos pintinhos é buscar água, alimento e se distribuir no aviário por completo. São animais bastante curiosos, que chegam consumindo água e alimento. Se chegarem ao aviário letárgicos, é indício de stress calórico. “Havendo um equilíbrio da temperatura, o pintinho deve voltar a consumir água e ração. Sempre comunique seu extensionista se verificar um comportamento anormal ou uma mortalidade que foge aos padrões. Assim, é possível rastrear o incubatório e também o transporte para tentar encontrar as causas e corrigir o problema. Não espere o tempo passar”, finaliza Guilherme. 

Original de Canal Rural